Sindicato cobra da GM estabilidade de emprego em São José

Fábrica trabalha com metade dos funcionários; Zarlenga disse em entrevista que cortes poderiam acontecer

Por REDAÇÃO AB
  • 21/07/2020 - 19:38
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região se reuniram com representantes da direção da General Motors na terça-feira, 21, para cobrar a manutenção dos postos de trabalho na fábrica instalada no Vale do Paraíba. A reunião, realizada a pedido da organização sindical, foi motivada por entrevista ao jornal Valor Econômico do presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, em que o executivo admitiu a possibilidade de demissões no País por causa da queda da produção provocada pela pandemia de coronavírus.

    Após quase três meses de paralisação devido à pandemia, a GM retomou a produção em São José dos Campos em 16 de junho, quando voltou a operar com 1,8 mil empregados, cerca de metade do contingente da unidade onde são produzidos a picape S10, o SUV Trailblazer, motores, transmissões e outros componentes. Os demais funcionários permanecem afastados.

    Uma versão renovada da S10 está em produção para ser lançada até o fim deste mês, mas não parece suficiente para manter o mesmo nível de emprego. A planta havia sido incluída em um novo ciclo de investimentos de RS 10 bilhões da GM no Brasil, que foi congelado com o aprofundamento da crise.

    Segundo informou o sindicato, “os representantes da montadora confirmaram a queda na produção, mas não informaram o número de trabalhadores que estariam ociosos”. Uma nova reunião foi marcada para a próxima semana.

    “É inadmissível que a GM ameace acabar com o sustento de tantas famílias em um momento de crise como o que estamos vivendo. Todos os nossos esforços serão empregados para a manutenção dos postos de trabalho”, afirmou em nota Renato Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.