Subaru esboça reação e vai ampliar rede de revendas

Flávio Padovan é o diretor-geral da Subaru desde junho (foto: Mário Curcio)

Por REDAÇÃO AB
  • 15/10/2014 - 18:20
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Com vendas anuais abaixo de 2,5 mil unidades desde 2011 e escassos 738 carros entregues em 2013 no Brasil, a Subaru começa a esboçar reação, traçada pelo atual diretor-geral Flávio Padovan, que comanda a marca no País desde junho deste ano. “Nossa intenção é saltar para 4 mil unidades em dois anos”, afirmou o executivo durante a apresentação da linha WRX (veja aqui). “Mas isso dependerá da fábrica e de nós também.” Para 2014 a estimativa é de 1,1 mil carros, o que resultará em alta de quase 50% sobre o ano anterior.

    O aumento de vendas requer a ampliação da rede, que hoje tem apenas nove pontos e terminará o ano com dez, já que uma nova concessionária será aberta até o fim do ano em Florianópolis (SC). Em 2016, a empresa pretende saltar para 25 pontos de venda.

    Até lá Padovan pretende trabalhar a marca. “A imagem (da Subaru) precisa ser construída porque praticamente não existe (...) Não temos um grande orçamento, mas vamos utilizar os meios off-line, internet, mídias sociais e TV a cabo. Fechamos contrato com uma nova agência publicitária. E estamos construindo um canal de distribuição eficiente. Nossa preferência será por concessionários independentes”, diz.

    Das nove revendas atuais, sete são do próprio Grupo Caoa. “Queremos tornar essa relação mais equilibrada”, afirma o diretor comercial e de desenvolvimento de rede, Danilo Rodil. Dos pontos existentes, a maioria fica no Estado de São Paulo. Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal também estão representados.

    “As próximas concessionárias serão abertas nas regiões Nordeste e Centro-Oeste”, afirma Rodil. O Estado de Minas Gerais também é cogitado. “Faremos um estudo de geomarketing”, diz.

    COTA DE IMPORTAÇÃO PARTILHADA COM A HYUNDAI

    A marca Subaru é trazida ao Brasil pelo Grupo Caoa, que também é importador oficial da Hyundai. Dessa forma, a cota de importação livre dos 30 pontos porcentuais extras de IPI (4,8 mil unidades) é partilhada com a marca sul-coreana. Por questões estratégicas, Padovan evitou comentar o assunto e a parcela da cota a ser usada a favor da Subaru.