Venda de consórcios recua 14,5% no 1º tri

Número de participantes, no entanto, se manteve estável em 6,25 milhões

Por REDAÇÃO AB
  • 11/05/2016 - 13:44
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • um minuto de leitura
    A venda de novas cotas de consórcio para veículos no primeiro trimestre somou 456,8 mil unidades, registrando queda de 14,5% na comparação com os mesmos três meses de 2015. Os participantes ativos no trimestre totalizaram 6,25 milhões de consorciados, número igual ao anotado no mesmo período de 2015. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac) e incluem veículos leves, pesados, máquinas agrícolas e motocicletas.

    Para os veículos leves (carros de passeio, picapes e pequenos comerciais), a venda de 219,3 mil novas cotas indicou queda de 8,6% ante os mesmos três meses do ano passado, refletindo a influência da crise econômica na decisão do consumidor ao aderir compromissos de médio e longo prazos.

    Já o número de participantes ativos no segmento atingiu 3,22 milhões de consorciados, crescendo 6,3%. As contemplações, 137,3 mil, tiveram alta de 8,8% no período. Em março, o tíquete médio das cotas para veículos leves foi de R$ 39,3 mil, valor 8,8% menor que o gasto no mesmo mês de 2015.

    PESADOS: CRESCEM OS PARTICIPANTES ATIVOS

    De janeiro a março, a venda de novas cotas para veículos pesados (caminhões, ônibus, semirreboques, tratores e implementos) somou 8,4 mil unidades e registrou queda de 16,8% ante os mesmos meses do ano passado. Assim como nos veículos leves houve alta nos participantes ativos, que no primeiro trimestre somaram 282 mil e acréscimo de 6,8% sobre o intervalo janeiro-março de 2015.

    As contemplações, 8,1 mil, demonstraram estabilidade. O tíquete médio em março para os pesados foi de R$ 153,4 mil. O total é 3,9% menor que o do mesmo mês do ano passado.

    Segundo a Abac, os consorciados do segmento de máquinas agrícolas formam hoje um grupo de 81 mil participantes ativos, quase um terço do segmento de pesados. A maioria utiliza os créditos (em média de R$ 230 mil) para a compra de implementos agrícolas e rodoviários, tratores e colheitadeiras.

    PARA MOTOS, SOMENTE INDICADORES NEGATIVOS

    As novas cotas para motos no primeiro trimestre registraram 19,4% de queda ao atingir 229 mil unidades vendidas. De acordo com a Abac, a perda de novas adesões nas Regiões Norte e Nordeste (que vinham apresentando altas importantes em períodos anteriores) e o fechamento de pontos de venda contribuíram para a retração.

    O número de participantes ativos, 2,75 milhões, caiu 7,1% ante o mesmo período do ano passado. As contemplações, 183,4 mil, recuaram 9,2%. Em março, o tíquete médio da cota foi de R$ 7,7 mil, valor 31,3% menor que o utilizado no mesmo mês de 2015.