Venda de implementos no 1º semestre é a melhor desde 2014

Setor emplacou 76,7 mil unidades no período e cresceu 56%, em linha com o segmento de caminhões

Por MÁRIO CURCIO, PARA AB
  • 05/07/2021 - 23:00
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    Os bons resultados do setor de caminhões continuam favorecendo a venda de implementos. Eles somaram em junho 14,1 mil unidades, o melhor resultado do segmento em 2021, com pequena alta de 1,5% sobre maio. A média diária de emplacamentos foi igualmente a melhor do ano, com 672 unidades.

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    Os licenciamentos no primeiro semestre atingiram 76,7 mil unidades, o maior volume para o período desde 2014. A comparação com iguais meses de 2020 indicam crescimento de 56%, quase o mesmo registrado pelos caminhões no período. Os números foram revelados pela Anfir, associação que reúne fabricantes do setor.

    “O desempenho cada vez mais se aproxima dos anos de melhor performance de nossa história”, diz o presidente da entidade, José Carlos Spricigo.



    A maior alta (67,9%) entre os implementos ocorreu para os reboques e semirreboques, já que as vendas de caminhões no País continuam concentradas em modelos pesados. O maior volume permanece para os reboques basculantes, com 11,9 mil unidades entregues e alta de 97,8% sobre iguais meses do ano passado.

    Os reboques graneleiros somaram no semestre 8,7 mil unidades. Este é o segundo maior segmento em volume de vendas e a alta anotada no semestre foi de 38%. Os baús para carga geral tiveram quantidade significativa no período, 5,5 mil, e a maior alta (124,1%) entre os reboques e semirreboques.

    Os implementos montados sobre chassis anotaram crescimento de 41,8% no semestre. Os baús de alumínio/frigoríficos responderam por 13,7 mil unidades, anotando crescimento de 40,2%. O segundo mais importante em unidades entregues foi o de implementos graneleiros/para carga seca, com 7,9 mil unidades e alta de 51,8%. Esses dois tipos de implemento tiveram a demanda aquecida durante todo o primeiro semestre pelo varejo e pelo agronegócio.

    Diferentemente da Fenabrave, que revisou para cima a projeção de venda de caminhões, a Anfir preferiu manter a estimativa anual de crescimento entre 8% e 10% sobre as 121,9 mil unidades emplacadas em 2020. O motivo são os reajustes ocorridos no aço e também a possibilidade de desabastecimento de insumos e componentes. Concretizar 10% de crescimento significa emplacar 134,2 mil unidades até o fim do ano.