Venda de importados da Abeifa vai contra o mercado e cresce 3,9% em abril

Entre os veículos nacionais vendidos pelas associadas, porém, houve queda de 3,2%

Por REDAÇÃO AB
  • 03/05/2021 - 16:07
  • | Atualizado há 2 months
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    Enquanto o mês de abril registrou uma queda de 7,5% na venda de veículos no mercado interno como um todo (leia aqui), os importados da Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores apresentaram um crescimento de 3,9% no mesmo período. Foram comercializadas 2.247 unidades em abril, contra 2.163 no mês anterior, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira, dia 3, pela entidade, que reúne 17 associadas.

    Se compararmos os números com abril de 2020, que somou apenas 753 unidades, teremos um aparente aumento excepcional de 198,4%. Mas isso só ocorreu porque nesse mês a maioria das lojas permaneceu fechada por conta das medidas restritivas para conter a pandemia de Covid-19, que acabava de chegar ao Brasil. Já o acumulado de vendas de importados de janeiro a abril representou um aumento de 4,2% (8.264 unidades contra 7.928 no mesmo período de 2020).

    Quando analisamos apenas as vendas dos veículos fabricados no País pelas associadas da Abeifa (BMW, Caoa Chery, Land Rover e Suzuki), os números são de 3.609 em abril e 12.649 no acumulado de 2021, o que representa respectivamente uma queda de 3,2% (3.728 em abril de 2020) e uma alta de 43% (8.846 entre janeiro e abril de 2020).

    Na soma de importados e nacionais, a Abeifa quase empatou com abril de 2020 (queda de apenas 0,6%), mas conseguiu uma expressivo crescimento de 24,7% no acumulado de 2021 contra o do ano passado (20.913 ante a 16.774 unidades).

    “Entendemos que o resultado do acumulado do primeiro quadrimestre de nossas associadas, de 24,7%, representa o início de recuperação, já que crescemos mais que a média do mercado interno brasileiro, de 13,3%. Certamente é um alívio, mas as nossas associadas ainda vivem momentos de muita apreensão e preocupação com a paridade cambial e o cenário de pandemia por Covid-19”, diz João Henrique Oliveira, presidente da Abeifa.



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