Volkswagen apresenta o Fusca de gente fina

Beetle reinventado chega em novembro com 200 cv

Por PEDRO KUTNEY, AB
  • 25/09/2012 - 21:31
  • | Atualizado há 2 months
  • um minuto de leitura
    Em festa sob medida para fotógrafos de revistas de celebridades (ou quase), a Volkswagen apresentou na noite da segunda-feira, 24, em São Paulo, a segunda geração do reinventado Beetle, que fez sua estreia mundial em abril de 2011 no Salão de Xangai, na China, e só agora chega ao Brasil, onde será vendido a partir de novembro com o apelido que fez parte da história da motorização do País: Fusca. O jogador Neymar, atual garoto propaganda da marca, a apresentadora Adriane Galisteu e a atriz Guilhermina Guinle foram os contratados para as primeiras fotos ao lado do novo Fusca, que virou coisa de gente fina.

    Produzido atualmente somente na fábrica da Volkswagen em Puebla, no México, de onde é exportado para todo o mundo, o Beetle traz consigo uma estratégia de marketing inovadora, que aproveita a história da antiga versão que vendeu 21,5 milhões de unidades globalmente – 3 milhões só no Brasil. Por isso o Fusca do século 21 é vendido com o nome pelo qual se tornou conhecido em cada mercado, e foram muitos, caso de Käfer na Alemanha, Vocho no México, Escarabajo na Espanha, Carocha em Portugal, Coccinelle na França e Maggiolino na Itália. Em quase todas as línguas o apelido do antigo Volkswagen Sedan quer dizer besouro, em alusão à aparência do modelo, mas a exceção fica entre os brasileiros, que apelidaram o carro de Fusca como corruptela do próprio nome Volkswagen, cujo “V” se pronuncia “F” em alemão.

    O nome é o único elemento popular que restou ao novo Fusca, que agora integra o seleto grupo de minicarros com estilo retrô, a exemplo de Mini, Audi A1 e Citroën DS3, que de modestos só têm o tamanho reduzido, mas preenchem grandes egos de gente que paga mais de R$ 80 mil para desfilar com seus miniluxos. Será o caso do Fusca atual, que deve chegar nessa faixa de preço – como vem do México, não paga imposto de importação até o limite da cota estabelecida pelo Brasil.

    Ao contrário de outros mercados, aqui ele será vendido só com uma opção de motorização, 2.0 turbo de 200 cavalos, capaz de fazer o carrinho acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 segundos e chegar a 210 km/h. Serão duas opções de transmissão: manual ou automatizada DSG (de dupla embreagem), ambas de seis marchas.

    A apresentação do novo Fusca para o grande público brasileiro está marcada para o Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de outubro próximo. Será a reestreia de um nome que contribuiu muito para a motorização do País por mais de 30 anos em que foi fabricado na antiga planta da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). O carro evoluiu, enricou. O povo brasileiro, nem tanto – a maioria só vai poder ver mesmo.