Volkswagen de Zwickau se despede de veículos a combustão após 116 anos

Golf R Estate 2.0 (carro branco) foi o último carro de combustão interna a sair da unidade. De agora em diante, só elétricos como o ID.3. Até o fim de 2021 haverá seis modelos elétricos diferentes na unidade

Por REDAÇÃO AB
  • 29/06/2020 - 14:50
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A fábrica da Volkswagen em Zwickau, na Alemanha, passa a produzir exclusivamente carros elétricos. Na sexta-feira, 26, após ter montado 9,5 milhões de unidades em 116 anos, a planta produziu seu último veículo com motor de combustão interna, um Golf R Estate com motor 2.0 a gasolina.

    Zwickau começou o novo capítulo de sua história com o Volkswagen ID.3. Os investimentos para conversão da fábrica totalizam cerca de € 1,2 bilhão. Mais adiante haverá também modelos Audi e Seat, sempre produzidos a partir da plataforma modular MEB, específica para veículos elétricos.

    Até o fim de 2021 serão seis diferentes modelos, segundo a Volkswagen. A adaptação da unidade para a produção de carros elétricos contou com a ajuda da Siemens.

    “Foi um dia histórico para nós. A tendência para a mobilidade elétrica ganhará velocidade e vamos atender a essa demanda com Zwickau, onde a capacidade instalada chegará a 330 mil veículos elétricos por ano em 2021”, afirma o diretor de tecnologia e logística, Reinhard de Vries.



    A conversão da fábrica implicou a necessidade de treinamento dos 8 mil colaboradores da planta, em alguns casos para o manuseio de sistemas de alta tensão. O ID.3 é o primeiro veículo baseado na plataforma Volkswagen MEB, que além das outras marcas do grupo também será compartilhada com a Ford.

    ZWICKAU É PARTE DA HISTÓRIA DA INDÚSTRIA ALEMÃ


    A fábrica de Zwickau começou a produzir automóveis da empresa Horch. Os Horch foram feitos ali de 1904 a 1940, somando 33,5 mil unidades. Entre 1910 e 1940 a unidade fabricou veículos Audi, pouco mais de 11 mil unidades. Entre 1931 e 1942 também foram feitos ali modelos DKW, 257 mil unidades. Essas três mais a Wanderer formariam a Auto Union em 1932, como consequência da Grande Depressão iniciada em 1929.

    No pós-guerra a planta produziu veículos de outras marcas, entre elas a Trabant. Dali saíram 3,1 milhões de automóveis desse fabricante entre os anos de 1957 e 1991. Bastante simples, não resistiram à queda do Muro de Berlim (1989) e à reunificação da Alemanha a partir de 1990. De 1990 até os dias atuais a unidade fabricou 6,05 milhões de automóveis Volkswagen.