Volkswagen terá de rever império de 12 marcas para superar crise

Com despesas de US$ 34 bilhões previstas, grupo deverá mudar estratégia

Por REDAÇÃO AB
  • 20/10/2015 - 16:58
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
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    A Volkswagen deverá sair viva da crise na qual se meteu por fraudar o controle de emissões da família EA189 de motores diesel, mas não sem alguns arranhões. Esta é a estimativa de analistas do mercado europeu. O império da companhia alemã poderá diminuir para que ela consiga arcar com os custos do escândalo, estimados em US$ 34 bilhões para os próximos anos.

    O Grupo Volkswagen detém 12 marcas, incluindo algumas que permanecem no portfólio mais por tradição e para garantir o gigantismo da empresa do que pela boa performance de mercado. Um consultor declarou à agência Bloomberg que, até então, a montadora equilibrava seus resultados investindo nas marcas com a performance mais fraca parte do lucro gerado pelas vendas da Porsche, por exemplo. Agora essa estratégia terá de ser revista, já que o foco ficará em dar conta dos custos gerados pelo escândalo.

    O novo CEO da companhia, Matthias Mueller, já admitiu a intenção de cortar custos e cancelar projetos que não forem essenciais. Estima-se que Bugatti, Lamborghini e Ducati estejam no time das marcas de baixa lucratividade, com a importância concentrada no peso que têm para compor a oferta de veículos premium do grupo. A espanhola Seat é a mais visada na linha de corte, já que tem fechado com prejuízo anual desde 2007. Além disso, seu portfólio se sobrepõe ao da Skoda, que também pertence ao Grupo Volkswagen, mas alcança resultados melhores.

    A recém-formada divisão Volkswagen Truck&Bus também podem ser enxugada, segundo indicam especialistas. A Scania e a MAN entrariam justamente agora em período de reestruturação, com a busca de sinergias. O processo ficará mais difícil com os custos gerados pela crise, o que pode tornar a venda de uma das marcas opção interessante.