ZF reverte prejuízo e fatura 43% mais no 1º semestre

Empresa registrou um faturamento € 19,3 bilhões nos primeiros seis meses deste ano

Por REDAÇÃO AB
  • 29/07/2021 - 14:21
  • | Atualizado há 1 month
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    A ZF divulgou o balanço do primeiro semestre de 2021 nesta quinta-feira, 29, que mostra aumento de 43% no faturamento global, comparado ao mesmo período do ano passado, revelando um cenário de reversão do prejuízo que a empresa enfrentou em 2020, fortemente impactado pelos efeitos da pandemia na economia mundial.

    A empresa registrou globalmente um volume de vendas de € 19,3 bilhões na metade deste ano, acima dos € 13,5 bilhões do primeiro semestre do ano passado. Esses números foram acompanhados por um EBIT (lucro antes dos juros e tributos) ajustado de € 1,0 bilhão, o que corresponde a uma margem de EBIT ajustada de 5,2%, muito superior ao prejuízo de € 177 milhões dos seis primeiros meses de 2020, que apresentaram uma margem de -1,3%.



    “Aproveitamos o impulso do segundo semestre de 2020 para este ano e nos beneficiamos da recuperação econômica da indústria automotiva,” explicou Wolf-Henning Scheider, CEO da ZF, durante a apresentação dos números ao mercado. “Ao mesmo tempo, desenvolvemos continuamente nossa organização em termos de cooperação ágil e garantimos vários novos pedidos com tecnologias inovadoras para reduzir as emissões e aumentar a segurança dos veículos.”

    A ZF comemorou os números ao reforçar que conseguiu atingir as metas de venda e lucro estabelecidas pela empresa mesmo em um ambiente considerado difícil e instável, que foi marcado por três características complicadoras: escassez de semicondutores, interrupção das cadeias de abastecimento e aumento de preços de matérias-primas e de serviços de logística. Isso obrigou a ZF a encurtar e reajustar parcialmente suas cadeias de suprimentos, que passou a utilizar mais fornecedores locais.

    “Além disso, as tendências de longo prazo estão se acelerando, o que é evidente na Europa por meio de novos limites de emissões de CO2 altamente ambiciosos,” explicou Scheider. “Embora isso aumente a demanda por acionamentos totalmente elétricos, será muito difícil encontrar um equilíbrio entre a proteção climática, o emprego e as necessidades de mobilidade das pessoas. Um plano claro para o desenvolvimento de infraestrutura – desde a geração de energia e redes de energia até a infraestrutura de carregamento – é essencial para ajudar a determinar o caminho a seguir.”

    Com isso, a ZF prevê faturar até o final deste ano um volume entre € 37 bilhões e € 39 bilhões, com margem de EBIT ajustado entre 4,5% e 5,5%. Para o segundo semestre do ano, no entanto, a ZF espera custos mais altos em função de um possível aumento de preço de matérias-primas e de serviços de logística, principalmente se for mantida a crise dos semicondutores.

    IMPULSO DOS VEÍCULOS COMERCIAIS



    Outra boa notícia foi o crescimento registrado na linha de veículos comerciais, que foi superior à média do mercado, reforçado também pela conquista de novos contratos. Hoje há duas divisões de veículos comerciais da ZF, fruto da aquisição da Wabco em 2019 por US$ 7 bilhões, que a partir de 1º de janeiro de 2022 serão unificadas na Divisão de Soluções para Veículos Comerciais.

    “Logo após a aquisição da Wabco, os clientes nos reconheceram como um fornecedor de sistemas para tecnologia de veículos comerciais, cuja gama de produtos oferece soluções e vantagens abrangentes,” disse o CEO. “Com as tecnologias combinadas em sistemas, fomos capazes de garantir um volume significativo de pedidos que se estendem por um futuro distante e abrangem tanto a direção autônoma como o gerenciamento de frota e eletromobilidade”.

    Dentro da sua estratégia de sustentabilidade, a ZF emitiu pela primeira vez um título verde, em abril, que gerou uma receita extra de € 500 milhões. Esse capital será utilizado para investir em novos negócios de energia eólica e de mobilidade elétrica. Segundo a companhia, o título de seis anos com rendimento de 2,0% “despertou grande interesse e superou seis vezes além da oferta”.