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GoMoov estreia bikes e patinetes compartilhados em SC e quer ganhar o Brasil

Novos negócios | 13/05/2021 | 17h10

GoMoov estreia bikes e patinetes compartilhados em SC e quer ganhar o Brasil

Startup aposta na micromobilidade elétrica, com cobrança por minutos usados, e quer chegar a mais de 600 cidades

VICTOR BIANCHIN, AB



Desde março, a população da área central de Joinville (SC) tem a oportunidade de testar um novo serviço em mobilidade: bicicletas, patinetes e scooters elétricas sem docas, que podem ser alugados via app e têm o uso cobrado por minuto. A iniciativa é da GoMoov, startup que escolheu o município catarinense para iniciar um plano ambicioso, que pretende chegar a mais de 600 cidades brasileiras nos próximos anos.

São 20 veículos operando dentro de um raio de 1,5 km, o qual abriga 600 mil habitantes. O valor do aluguel é de R$ 1,00 nos primeiros cinco minutos e de R$ 0,50 nos minutos seguintes. É possível estacionar os aparelhos para fazer compras (em farmácias, padarias e afins) sem encerrar a viagem, de modo a ter a garantia da disponibilidade na hora do retorno. Os veículos têm velocidade média em torno de 20 km/h.

O gerenciamento é feito pelo app da GoMoov. Com ele, é possível localizar o veículo mais próximo, reservar e fazer o pagamento. “Pelo mapa, é possível também saber onde estão os pontos de ônibus mais próximos, caso o usuário queira complementar seu trajeto com outro modal, como o transporte público”, afirma Jean Cardoso, CEO da empresa.

UMA SOLUÇÃO COMPLEMENTAR



Os aparelhos da GoMoov não são integrados de forma sistemática ao transporte público. Ou seja, não há unificação de tarifa, descontos para quem baldeia de um modal para o outro e nem garantia de que haverá um veículo disponível quando você desce do ônibus (ou precisa ir até ele). Essa formalização, explica o CEO, “implicaria em questões tarifárias e regulatórias de cada município”. Cardoso diz que, ainda assim, a proposta da startup é oferecer uma solução que complemente o transporte já disponível:

“A proposta da GoMoov é levar às cidades um modal sustentável e que seja ‘plugável’ aos sistemas urbanos de transporte”, diz.



Apesar de não terem docas, os veículos não podem ser deixados ou retirados em qualquer lugar. Isso só pode ser feito nas “parking zones”, que são pontos como shopping centers, comércios, coworkings e outros onde há parceria da GoMoov para o abrigo dos veículos. A vantagem desse modelo é que, como não exige a construção de docas físicas, é mais facilmente expansível.

Para higienização dos equipamentos, é utilizado um desinfetante para superfícies com ação bactericida, fungicida e esporicida prolongada com duração ativa de 90 dias. O produto é fabricado no EUA e possui registro na Anvisa.

DOS TESTES ÀS METAS AMBICIOSAS DE EXPANSÃO NA VIDA REAL



O modelo da GoMoov foi inicialmente testado no Perini Business Park, parque industrial de Joinville que conta com mais de 250 empresas e onde está instalado o Grupo Alltech, que desenvolve soluções de usinagem para a indústria. “A experiência foi fundamental para termos entendimento antes de ir para as ruas da cidade, desde ponderações no equipamento, como segurança e conforto, até bugs normais do app, mas que puderam ser detectados e corrigidos”, conta Cardoso.

Agora, o objetivo é expandir. O raio de 1,5 km no centro de Joinville possui um “geofencing”, o que significa que, se o usuário deixar o veículo fora da área circunscrita, tem que pagar multa de R$ 5. Nos próximos meses, esse raio será aumentado com a chegada de mais 80 veículos. E, ainda este ano, a GoMoov chegará à cidade vizinha de Jaraguá do Sul.

Em 2022, a empresa pretende chegar a outros 25 municípios brasileiros e, em cinco anos, o plano é alcançar 660 cidades e se consolidar como "o maior projeto de mobilidade inteligente inclusivo na América Latina".

Como? “Estamos já com uma equipe de expansão, focando cidades de médio porte, que são as que melhor podem entender os benefícios desta tecnologia e gerar impacto positivo à comunidade”, conta Cardoso. “Também negociamos com outros municípios da região Sul e Sudeste, que são o foco inicial desta expansão”, conta o executivo.

“Com a validação nestas primeiras regiões, acreditamos que haverá uma demanda quase que orgânica por parte das cidades, seja no Brasil ou na América Latina, para oferecer este modelo”, projeta o CEO, que entende a ausência de vínculo contratual com governos como uma vantagem nesse prospecto de crescimento.



A GoMoov ainda não divulga estatísticas sobre a adesão ao serviço, mas o CEO relata que os usuários têm aproveitado os veículos para ir e voltar do trabalho e também para fazer pequenos percursos na hora do almoço, além de para lazer aos sábados.



Tags: GoMoov, mobilidade, micromobilidade, patinete, bicicleta, mobilidade elétrica, Joinville.

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