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Na corrida pelo carro autônomo, Ford e Toyota estão à frente em tecnologia

Novos negócios | 26/05/2021 | 16h0

Na corrida pelo carro autônomo, Ford e Toyota estão à frente em tecnologia

Ranking da Nikkei Asia analisou patentes e concluiu que as tradicionais montadoras desbancaram empresas de tecnologia como Waymo e Mobileye

REDAÇÃO AB



A Ford e Toyota estão na liderança da corrida por carros autônomos. Ao menos quando se trata do depósito de patentes da tecnologia. A conclusão é de levantamento do site Nikkei Asia com base em registros realizados nos Estados Unidos até o fim de janeiro deste ano. A partir dos números, também foi atribuída a cada empresa do ranking uma “nota de competitividade” na busca por automatização e é esse o critério usado para o ranqueamento.

A lista tem Ford em primeiro lugar com 1.195 patentes (nota de competitividade: 6.054), Toyota em segundo com 1.705 patentes (5.349), Waymo em terceiro com 582 (nota 4.895), General Motors em quarto com 678 (nota 3.193), a seguradora State Farm Mutual Automobile Insurance em quinto com 231 (nota 1.958), Bosch em sexto com 512 (nota 1.952), Denso em sétimo com 509 (nota 1.872), Honda em oitavo com 1.006 (nota 1.791), Nissan em nono com 351 (nota 1.704) e Mobileye com 155 (nota 1.587).

Com isso, a Ford e a Toyota superaram em competitividade a Waymo, empresa de carros autônomos da Alphabet, dona do Google, que havia encabeçado a lista no levantamento anterior, em 2018. A Ford cresceu 260% e a Toyota 140% em relação à outra edição. Ambas agora possuem 2,5 vezes mais patentes do que em 2018.

O CRITÉRIO DO RANKING



Pelo critério da Nikkei, a competitividade de cada patente foi determinada de acordo com o número de vezes em que foi citada em relatórios de organizações internacionais, quantidade de vezes em que foi desafiada por outras empresas e pela frequência em que cada projeto sofreu recursos de apelação na Justiça.

Isso serviria para explicar a ascensão de Ford e Toyota. Como são empresas mais antigas, elas possuem mais patentes de carros movidos a combustão, as quais se tornam mais citadas em relatórios e também viram mais alvos de recursos conforme a tecnologia de autônomos passa a se tornar aplicável a equipamentos já existentes.

Outra consequência desse critério para a “nota de competitividade” é o posicionamento tão bom da State Farm Mutual Automobile Insurance, uma empresa que vende seguros. Ela tem poucas patentes, mas estas foram tão citadas que o valor atribuído a cada uma cresceu exponencialmente (valem 70% mais que as patentes da Toyota, por exemplo). A empresa fabrica sensores que captam dados sobre os veículos e analisam as condições dos mesmos – portanto, uma tecnologia muito valorizada pelas desenvolvedoras desses carros.



Tags: patente, carro autônomo, tecnologia, Ford, Toyota, condução autônoma.

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