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Agora vai? Trecho final do Rodoanel pode virar realidade
Trecho final do Rodoanel vai custar mais R$ 2,4 bilhões para ficar pronto (Foto: Governo do Estado de SP / CC BY 2.0)

Mobilidade | 28/05/2021 | 16h26

Agora vai? Trecho final do Rodoanel pode virar realidade

SP abre audiência pública sobre os 44 km que faltam da via, com o objetivo de oferecer concessão à empresa que tope construir e operar a pista

REDAÇÃO AB



A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a Secretaria de Logística e Transportes realizaram na manhã da sexta-feira, 28, audiência pública para apresentar e debater o modelo proposto para a concessão do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas (SP-021). Em maio, o governo do estado havia decidido operar o trecho no modelo de concessão para tentar enfim tirá-lo do papel, uma vez que essa parte da obra deveria ter ficado pronta sete anos atrás, em 2014.

A ideia é que a empresa que constrói a obra, não receba pagamento do governo. Em vez disso, ganha o direito de cobrar pedágio no trecho. O projeto proposto prevê o uso da concessão por 30 anos. Esse pedaço do Rodoanel, que tem 44 km de extensão, irá interligar as rodovias Dutra e Fernão Dias na via que circunda a Grande São Paulo.

OBRA DE US$ 2,4 BILHÕES VAI CONTRIBUIR COM A MOBILIDADE DA REGIÃO



Prevê-se o gasto de US$ 2,4 bilhões para terminar a obra e mais US$ 1,4 milhão para operar e fazer manutenção do Trecho Norte. A obra já custou US$ 6,3 bilhões aos cofres públicos, tendo sido paralisada em 2018. Em 2020, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fez um laudo e descobriu nada menos que 1.291 falhas em sua extensão, sendo 59 consideradas graves, como colunas desalinhadas, infiltrações e erosões em terrenos.

O Trecho Norte é essencial na mobilidade da capital porque irá, em teoria, desafogar as marginais Tietê e Pinheiros. Espera-se que ele absorva um fluxo diário de 65 mil veículos, dos quais 30 mil serão caminhões.

Especialistas apontam, no entanto, que a simples existência do trecho pode não ser suficiente para atrair os caminhoneiros, que reclamam da falta de estrutura de apoio, como postos de gasolina, oficinas, restaurantes e áreas de descanso.

A Artesp receberá contribuições públicas sobre o projeto até o dia 30 de junho.



Tags: Rodoanel, construção, infraestrutura, mobilidade, rodovia.

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