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Eventos | 27/06/2011 | 16h10

Especialista aponta caminhos digitais da manufatura

Uso crescente da informática aumenta eficiência da produção

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

O uso crescente e intensivo de tecnologia da informação está reduzindo os tempos de desenvolvimento de produtos e seus processos de fabricação, especialmente no setor automotivo, que concentra grande complexidade industrial. Em alguns casos esse ganho de tempo e dinheiro pode superar os 30%, informa Alon Shaham, vice-presidente de operações de manufatura da Siemens PLM, fornecedora de softwares de desenvolvimento e produção digital.

O engenheiro israelense veio ao Brasil para participar do Simpósio de Manufatura da SAE Brasil, realizado em São Paulo nesta segunda-feira, 27. Shaham mostrou algumas das ferramentas da informática que atualmente ajudam a indústria automotiva a se mover consideravelmente mais rápido e com maior qualidade na produção. Basicamente, o ambiente virtual agiliza simulações e validações, com consequente corte de custos.

Quase tudo pode ser feito no computador antes de entrar em operação. Em programas como o Tecnomatix, da Siemens, as linhas de produção robotizadas são construídas primeiro no ambiente virtual, incluindo o projeto de montagem de cada peça e a robotização de cada etapa, informando também ao departamento de compras todos os suprimentos necessários à manufatura, desde o tipo de aço até a especificação da liga de solda a ser usada.

Desafios

Segundo Shaham, a informatização e a robotização jogam papel protagonista para que a indústria automotiva possa vencer os diversos desafios que tem pela frente, como o desenvolvimento cooperativo global de produtos e linhas de produção, com estandardização de processos ao redor do planeta.

A Siemens PLM se pauta para aproveitar esse futuro próximo com base em algumas projeções. “Até 2020, 80% das indústrias pretendem ser companhias globais, contra menos da metade desse porcentual hoje”, relata Shaham. Por isso o desenvolvimento de produtos e processos deverá considerar um formato mais cooperativo, com muitas pessoas trabalhando em um mesmo projeto ao mesmo tempo ao redor do mundo. “Mais de 90% de nossos clientes consideram fazer co-design com fornecedores”, acrescenta o especialista em programas de manufatura digital.

Outro fator a considerar são os mercados emergentes, que pelas projeções da Siemens PLM deixarão de ser sites de manufatura local de baixo custo para se tornar standards globais da indústria.

Essa realidade traz desafios como manter a qualidade entre fornecedores e plantas globalmente, redução de custos e busca por novas tecnologias, incluindo inovações em favor da sustentabilidade no ambiente da economia de baixo carbono.

A maior digitalização da produção será o único caminho capaz de juntar operações complexas e ajudar a reduzir os erros de operação. Shaham citou o exemplo da Ford nos Estados Unidos, que com a introdução de programas de manufatura digital reduziu em cinco vezes o número de falhas na montagem de veículos recém-lançados.



Tags: Siemens PLM, Alon Shaham, SAE, manufatura.

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