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Política e Legislação | 04/08/2011 | 19h41

Belini elogia nova política industrial

Agora começa a negociação para regulamentar benefícios

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, recebeu com otimismo o programa Brasil Maior, que traça as linhas da nova política industrial do País, e a subsequente edição da Medida Provisória 540 na terça-feira, 2, que autoriza a concessão de incentivos fiscais a empresas do setor como contrapartida a investimentos, inovação, agregação de valor e maior utilização de peças nacionais. “É um plano oportuno para o País, que precisa recuperar o seu setor manufatureiro. É um grande passo, principalmente na evolução tecnológica. O Brasil estava se concentrando muito nas commodities agrícolas e agora o governo está privilegiando o desenvolvimento da indústria”, elogiou Cledovirno Belini, presidente da entidade.

“O objetivo é melhorar a competitividade da indústria brasileira e isso vai de encontro ao tema que defendemos, de promover o desenvolvimento tecnológico com conteúdo nacional”, afirmou Belini, que há pouco mais de um mês entregou ao governo um amplo estudo de competitividade do setor, elaborado pela consultoria PricewaterhouseCoopers. “Desta vez temos um plano para melhorar nossa competitividade”, comemorou.

No resumo do estudo divulgado à imprensa em 29 de junho, a Anfavea ressaltou os gargalos competitivos do País (leia aqui), mas Belini disse que a entidade não tinha feito nenhum pedido formal ao governo. Na verdade, fez muitas sugestões (leia aqui), incluindo a concessão de benefícios a empresas que utilizem maior conteúdo nacional em seus carros. além de financiamento à pesquisa e desenvolvimento local. Até agora boa parte desses pleitos está contemplada pela nova política industrial, mas falta a parte mais difícil: a regulamentação dos incentivos, como a redução do IPI até 2016 que será concedida às empresas que tiverem planos de investimento e inovação.

Regulamentação

“Não acredito que essa regulamentação saia tão logo, pois há muitos pontos a serem discutidos e negociados”, avisa Belini. Ele admite que nem todos os sócios da Anfavea poderão ser beneficiados pelo novo regime em discussão: “É uma questão de escolha de cada empresa se quer investir aqui e receber incentivos para isso ou se prefere importar mais componentes e veículos”, informa. Para o dirigente, só depois da regulamentação dos incentivos ficará claro o que passará a ser desvantajoso importar. “Talvez alguns componentes continuem a vir de fora, mas para outros será melhor comprar aqui mesmo.”

Belini ressaltou que os possíveis descontos de IPI são para a cadeia de produção e não para o consumo – ou seja, não existe nenhuma obrigatoriedade de repasse aos preços dos veículos, como aconteceu em 2009. Não se sabe ainda, contudo, como o benefício será apropriado pelas montadoras, se na forma de desconto do imposto recolhido pelos fornecedores ou na redução do IPI a recolher nos veículos. Mas Belini acredita que o tributo não cairá a zero, porque o governo não pode perder arrecadação. “O setor automotivo representa 23% do PIB industrial e o fisco não pode abrir mão de recolher impostos de parte tão significativa”, explica.

O dirigente espera que os resultados positivos da nova política só sejam absorvidos no médio prazo, principalmente no bônus trazido pelo desenvolvimento tecnológico. “Os saltos de inovação que o País deverá dar trarão a competitividade de volta à indústria”, destaca.

Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, fala sobre a nova política industrial em entrevista exclusiva para a AB webTV. Confira:



Tags: Política industrial, Plano Brasil Maior, competitividade, Anfavea, Belini.

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