Automotive Business
  
News Mobility Now

Notícias

Ver todas as notícias

Política e Legislação | 05/09/2011 | 20h47

Em vez de cair, IPI de carros pode subir

Governo perde paciência e pode sobretaxar importados

Automotive Business

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social


Redação AB

Como já era esperado, parece que o governo perdeu a paciência com os interesses conflitantes das montadoras instaladas no Brasil e, em vez de baixar o imposto (IPI) dos carros fabricados no País, conforme estava previsto na nova política industrial do Plano Brasil Maior, deverá aumentar a tributação dos importados ou daqueles que não se enquadrarem em certos níveis de nacionalização. A informação está em reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo pela jornalista Raquel Landim.

Segundo fontes do governo disseram à jornalista, as montadoras resistem a assumir compromissos de inovação, agregação de conteúdo local e eficiência energética, como contrapartida à redução de impostos. Por isso, a proposta agora seria elevar o IPI para carros que não se enquadrarem nas regras do novo regime automotivo, que está sendo desenhado por governo e setor privado. Na prática, a medida funcionaria como taxação adicional a modelos importados.

Sabe-se que entre as propostas para a criação do novo regime automotivo, está em discussão estabelecer um porcentual do faturamento das empresas a ser investido em pesquisa e tecnologia, definir um índice de peças nacionais para os modelos de carros e fixar uma meta de eficiência energética. Mas essas exigências criam um racha dentro do setor automotivo. Fiat, General Motors, Volkswagen e Ford preferem o regime restritivo (leia-se tributação aos importados), alegando que já utilizam mais de 90% de peças locais nos modelos mais vendidos. Já fabricantes como Toyota, Citroën, Renault e Nissan importam mais peças e querem regras mais brandas nesse sentido.

Outro ponto que teria gerado desconforto no governo é que os fabricantes se recusam a repassar uma eventual redução de IPI para o consumidor, como ocorreu na crise de 2008/2009. Assim as medidas de alívio fiscal serviriam para elevar a margem de lucro, o que poderia ser interpretado como favorecimento desproporcional ao setor.



Tags: Plano Brasil Maior, política industrial, IPI, competitividade.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

Mobility Now