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Mercado e Negócios | 07/10/2011 | 19h56

Seis Estados disputam fábrica da Volkswagen

Nova unidade elevaria capacidade para além de 1 milhão/ano

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

Na sexta-feira, 7, Thomas Schmall esclareceu melhor o aumento do investimento da Volkswagen do Brasil que o chefe Martin Winterkorn anunciou na segunda-feira, 3, durante jantar em sua homenagem em São Paulo (leia aqui). Segundo explicou Schmall, presidente da subsidiária brasileira, não está incluída a possível construção de nova fábrica no País na elevação dos aportes informados pelo presidente mundial do Grupo Volkwagen, de R$ 6,2 bilhões para R$ 8,7 bilhões, com extensão do plano de 2010 a 2014 para até 2016. “Ainda estamos estudando a melhor forma de ampliar nossa produção, mas caso a decisão seja por instalar uma nova unidade vamos precisar de mais recursos”, disse o executivo.

Schmall não quis ainda confirmar se a nova fábrica será de fato construída, contudo informou que os estudos são para uma unidade com produção inicial de 500 carros/dia, para chegar a 1 mil/dia (algo próximo de 125 mil a 250 mil/ano). Atualmente a capacidade da Volkswagen no Brasil é de 3,5 mil/dia e com mais uma planta, portanto, iria para 4 mil a 4,5 mil por dia. “Precisamos crescer para acompanhar o crescimento do mercado brasileiro”, justificou o executivo, estimando vendas totais de 4 milhões de veículos leves até 2014. Até este limite a empresa já teria capacidade para atender sem uma nova linha se ficar com participação em torno de 20%. Schmall informa que este ano a empresa deverá produzir 900 mil automóveis, sendo 150 mil exportados.

O problema seria para além de 2014, pois muitos especialistas, inclusive alguns que prestam consultoria à Volkswagen, calculam mercado interno de 5 milhões de unidades/ano a partir de 2016, o que elevaria a necessidade de produção da empresa para além de 1 milhão de veículos por ano para dar conta também das exportações. Nesse patamar, só uma nova fábrica resolveria a questão.

Negociações com seis Estados

Schmall admitiu que mantém conversas com seis Estados, indicando assim que a decisão de fazer a planta está tomada, o que falta é decidir onde, levando-se em conta questões de logística, infraestrutura, condições de produção e quais são os melhores incentivos. “Precisamos estudar todas essas possibilidades. Uma nova fábrica traz mais capacidade, mas aumenta a complexidade de gestão”, ponderou. “Deveremos decidir isso o mais breve possível”, disse, evitando definir um prazo.

O executivo também não confirma com quais governos estaduais está conversando, contudo existem indícios de negociações no Nordeste (Bahia e Pernambuco), Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná – nos dois últimos a Volkswagen já tem quatro fábricas trabalhando no topo da capacidade.

As plantas de São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos (motores) passam por ampliações importantes, recebendo cerca de R$ 3 bilhões dos investimentos de R$ 6,2 bilhões anunciados no fim de 2009. Com o aumento dos aportes para R$ 8,7 bilhões, a proporção dos gastos também muda: “Eram 50% para modernização de unidades e ampliação de capacidade e outros 50% em desenvolvimento de novos produtos. Agora a proporção é de um terço para as fábricas e dois terços para desenvolvimento”, informou Schmall.



Tags: Volkswagen, Thomas Small, Martin Winterkorn, fábrica, investimento.

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