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Mercado e Negócios | 07/10/2011 | 20h43

Volkswagen revê projeções para baixo. Para Schmall, IPI maior dá fôlego para buscar competitividade

Empresa prevê crescimento de 4% a 5% este ano

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

A guinada para baixo das vendas fez a Volkswagen rever suas projeções para 2011. “No início deste ano esperávamos crescimento de 6% a 7%, com mercado (de veículos leves) em torno de 3,6 milhões de unidades. Agora achamos que dificilmente esse número passa de 3,5 milhões, com expansão de 4% a 5% sobre 2010”, disse Thomas Schmall, presidente da empresa no Brasil.

“O mercado está mais devagar do que esperávamos por causa das medidas de contenção da inflação que vem sendo tomadas pelo governo”, avaliou Schmall. “Por isso o varejo caiu e aumentaram as vendas especiais (a frotistas), que não são muito rentáveis. Mas agora a situação chegou a um ponto que nenhuma empresa mais podia aguentar, por isso foi necessário cortar a produção”, disse, destacando que, por enquanto, não se cogitam demissões na Volkswagen. “Só cortamos horas extras.”

Schmall garantiu que, no caso da Volkswagen, a queda das vendas foi linear, para todos os modelos, sem nenhum caso específico de recuo maior no portfólio da marca, que hoje no Brasil tem 16 carros nacionais e seis importados.

Para 2012 a Volkswagen segue com expectativa de crescimento do mercado brasileiro da ordem de 3% a 4% sobre este ano. “Mas isso com as condições de hoje. Eu particularmente estou mais otimista”, disse, sem citar quanto pontos porcentuais equivalem a esse otimismo.

IPI e competitividade

O presidente da Volkswagen avalia que a indústria brasileira passa por clara defasagem competitiva. Nesse sentido, ele defendeu a elevação do IPI para carros importados de fora do Mercosul e México para dar tempo de recuperação aos fabricantes instalados no País: “Era uma medida necessária para cuidar da competitividade do Brasil, que é o nosso maior problema. Com isso ganhamos um pouco mais de tempo para retomar nossa capacidade de competição internacional”, destacou.

Na avaliação de Schmall, os fabricantes nacionais não têm muito espaço para elevar preços em função da falta de concorrência dos importados que terão de pagar IPI maior. “Todos trabalham forte para manter seu market share e não podem aumentar preços. Os aumentos têm sido muito pequenos ao longo dos últimos anos.”

Schmall disse que a Volkswagen ainda não decidiu qual nível de aumento de preços precisará aplicar ao seu portfólio de carros importados da Alemanha. No caso do recém-lançado Tiguan, o valor inicialmente cotado de R$ 105 mil antes da elevação do IPI passou para R$ 110 mil. “Mas ainda não definimos o que vamos fazer com os demais modelos (Touareg e Passat)”, disse, garantindo que a empresa não fez nenhum movimento no sentido de nacionalizar carros antes da alta do imposto, decretada em 15 de setembro passado.



Tags: Volkswagen, Thomas Small, mercado, projeções.

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