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Mercado e Negócios | 14/10/2011 | 15h20

``Demoramos, mas encontramos o caminho certo no Brasil´´

Carlos Ghosn fala da trajetória da Renault Nissan no Brasil

Mário Curcio, AB

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Mário Curcio, AB

Durante a primeira semana de outubro, Automotive Business esteve na cola do presidente mundial da aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, em três diferentes momentos. O primeiro foi a apresentação do utilitário esportivo Renault Duster, em Foz do Iguaçu, dia 4. Nos dois dias seguintes também acompanhamos o executivo nos anúncios da ampliação da fábrica de São José dos Pinhais (PR, R$ 500 milhões) e da futura fábrica da Nissan em Resende (RJ, R$ 2,6 bilhões).

Empolgado com o desejo de abocanhar 13% do mercado com as duas marcas até 2016, Ghosn lembrou que em setembro a Renault atingiu 6% de participação pela primeira vez e anunciou que o ano deve se encerrar com 200 concessionárias Renault, havendo a abertura de uma revenda por semana, em média, até o fim de 2011.

Na entrevista a seguir, Ghosn fala sobre os primeiros anos da Renault como fabricante no Brasil e do futuro da marca no País.

Automotive Business - A aliança Renault Nissan pretende alcançar 13% de participação no mercado brasileiro até 2016. As projeções indicam que em cinco anos o mercado brasileiro de veículos será de 5 milhões de unidades. Fazendo-se as contas, Renault e Nissan juntas colocarão em 700 mil veículos no mercado em 2016. O senhor confirma essa previsão?

Carlos Ghosn - Tudo vai depender de onde estará o mercado: 4 milhões, 5,5 milhões, o que vale é a participação de mercado. Nossa produção seguirá o mercado brasileiro.

AB - Nos primeiros anos, a fábrica da Renault em São José dos Pinhais tinha uma grande capacidade ociosa. Isso era algo planejado?

Ghosn - Infelizmente, não. Quando uma montadora chega a um mercado, ela precisa de um pouco de tempo até achar o rumo certo e a Renault demorou um tempo para achar produtos necessários ao mercado brasileiro, a organização necessária, os talentos necessários. No início, essa ociosidade ocorreu porque não tivemos o carro certo para o Brasil nem a organização certa.

Demoramos, mas, até que enfim, encontramos o caminho certo. Estou muito feliz agora que temos alguns produtos que são sucesso comercial como Sandero, Sandero Stepway e não tenho dúvida de que o Duster será um sucesso. Tudo isso nos ajuda a olhar para frente com muito otimismo (talvez por esquecimento Ghosn deixou de citar o Logan, quinto sedã pequeno mais vendido no Brasil).

AB – O segmento de transporte é importante para a Renault no Brasil, tanto que os senhores acabaram de anunciar a venda de mil Kangoos para os Correios. Pode haver alguma renovação desse modelo para carga ou passageiro como forma de fortalecê-lo por aqui para concorrer com o Fiat Doblò?

Ghosn – O Kangoo é uma peça-chave para a Renault em nível mundial, tanto que este mês lançaremos uma versão elétrica do carro na Europa. Mas, no Brasil, nosso futuro é mesmo a versão utilitária (ao lado de Ghosn estava o presidente da Renault no Brasil, Jean-Michel Jalinier, que descartou a intenção de renovar a versão de passageiros do Kangoo).

AB – Há pouco o senhor ressaltou a importância do centro de design da Renault em São Paulo (responsável pelo Sandero 2012). Conversando com consumidores e outros jornalistas tem-se a percepção de que o desenho de alguns carros da Nissan não agrada muito ao consumidor brasileiro. Existe algum plano de começar a adequar os produtos da marca ao nosso mercado?

Ghosn – Não, hoje não há planos porque existem prioridades. A primeira é a produção local. Depois vêm as adaptações do produto às tendências do mercado brasileiro. A Renault está em dia com as metas da gestão atual do grupo, a Nissan está atrasada. Com o desenvolvimento de seus planos, ela poderá copiar as boas práticas da Renault. E uma dessas práticas é o centro de design em São Paulo.



Tags: Carlos Ghosn, Renault, Nissan, Duster, Ford, EcoSport, Sandero, Sandero Stepway, Jean-Michel Jalinier, Kangoo.

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