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Mercado | 14/08/2012 | 17h59

Belini prevê queda de vendas com fim da redução do IPI

Expectativa do setor é pela manutenção da desoneração do imposto

AGÊNCIA ESTADO

O presidente da Fiat Crhysler América Latina, Cledorvino Belini, afirmou nesta terça-feira, 14, que o fim da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automotivo trará uma queda momentânea nas vendas de veículos no País. "Receber o benefício tem incentivado as vendas e caso não haja renovação deve haver uma queda momentânea nas vendas", afirmou.

Há duas semanas do fim da redução do imposto, o setor segue sem sinalização do governo sobre a manutenção ou não da medida. O executivo disse que a desoneração contribuiu para elevar as vendas diárias de 12 mil para 16 mil veículos. "Isso é muito bom", avaliou. Segundo o empresário, o crescimento no período foi de mais de 20%. "Foi uma medida muito positiva, aqueceu a economia, aumentamos o número de trabalhadores na indústria e no setor de autopeças. Foi altamente positivo".

Belini destacou que, apesar da redução do IPI, o governo conseguiu arrecadar mais com o PIS/Cofins, ICMS e IPVA. "Na somatória dos impostos (a conta) fechou praticamente a zero", disse.

O setor, segundo o executivo, ainda tem "um potencial enorme" de crescimento já que, no Brasil, a média é de um carro para 6,5 habitantes, enquanto a relação na Europa é de um carro para 1,5 habitante e nos Estados Unidos, um para 1,2. "São Paulo está lotado, mas o resto do País pode crescer muito", afirmou.

Segundo Belini, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não tem negociado com o governo a prorrogação do benefício, mas a expectativa do setor é de manutenção da medida. "É óbvio que gostaríamos que renovassem, mas isso depende fundamentalmente do governo."



Tags: IPI, vendas, desoneração, Anfavea, Cledorvino Belini.

Comentários

  • Marcos Liron

    O que o Brasil necessita é um plano de reposição de frota como é feito em outros países. As nossas cidades não comportam mais carros por problemas de infraestrutura. Se o governo, sindicatos e montadoras se unissem, poderíamos continuar vendendo carros, caminhões ,etc, mas os veículos com uma determinada idade teriam que ser sucateados por opção do proprietário ou por inspeção veicular. Ele receberia algum dinheiro pela sucata e o governo e montadora dariam alguns incentivos: desconto, redução de imposto e credito. Juntando isto com uma inspeção veicular seria, teríamos um mercado forte e uma frota mais nova, segura e limpa. Outras medidas sempre serão paliativas!!!!!

  • Luiz Miguel Cabral

    A desoneração do IPI, é o 1º passo para traduzir o clamor da população e dos empresários sobre a alta de taxa e impostos no Brasil. A média de veículos por habitante na Europa e EUA é alta devido ao custo do produto com menor % de impostos. Com elevada quantidade de impostos o custo final do veículo é muito superior no Brasil e aumenta o lucro das indústrias automotivas que calculam sua margem de lucro em termos percentuais sobre o custo. O Icms é um agravante pois cada estado legisla de acordo com sua conveniência, 7%, 12%, 18%. O IPI como o ICMS, PIS, Cofins, II, ST e outros é complexo e exige mais custos para controle. Países que simplificaram os impostos em um ou dois, reduzindo a carga em 50% não perderam receita, foram compensados pelo aumento da demanda e da riqueza.É necessário uma ampla reforma tributária do executivo. Estou de acordo com os avanços do governo que está passando o Brasil a limpo, incluo a Petrobrás. Atenciosamente

  • Alexandre

    Concordo com Belini quando se fala que a arrecadação dos outros impostos iguala-se a os impostos arrecadados com o aumento das vendas de veículos, afinal os impostos pagos em cima do bem não tem custo zero. O fim da redução de impostos também afetará aqueles compradores que ja fizeram pedido de seu automóvel e ainda não receberam o mesmo devido a fila de espera e pagarão o bem sem a redução de imposto. O governo deveria voltar a aquecer o mercado até o fim do ano, garantindo empregos e dando sequência no crescimento das venda de carros novos.

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