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Indústria | 16/10/2012 | 18h51

Parada em fábrica da Renault freará escalada em ranking de vendas

Interrupção entre novembro e janeiro visa reformas para aumento da capacidade

SUELI REIS E PAULO RICARDO BRAGA, AB

Embalada pelo crescente volume de vendas no País, a Renault será obrigada a fazer uma parada estratégica para adequar suas linhas de montagem em São José dos Pinhais (PR). A interrupção da produção, prevista para durar dois meses, entre 15 de novembro de 2012 e 15 de janeiro de 2013, atrapalhará os planos da fabricante de encostar na Ford no ranking de vendas e comprometerá o abastecimento de veículos às concessionárias da marca enquanto a francesa coloca a casa em dia.

Até o fim de setembro, a Renault vendeu 180.194 veículos, ocupando a quinta posição no ranking de vendas nacional. Em primeiro está a Fiat, com 611.624 automóveis e comerciais leves, seguida da VW, com 565.230 unidades, GM com 473.446 e Ford, com 238.845. A interrupção na montagem prevista para a virada do ano afasta, pelo menos por enquanto, a Renault da quarta posição na lista de mais vendidos, dando uma folga à Ford.

O crescimento da Renault em comerciais leves este ano, com relação a 2011, foi estrondoso, alcançando 40.555 unidades e um avanço de 409%, com contribuição do Duster. Para os automóveis, a evolução foi mais modesta, de 12%. A empresa sabe que deve olhar para trás no ranking, já que a Nissan e Hyundai vêm embaladas por produtos novos e atrativos. E que o novo Clio (distante dos padrões do primeiro rico apresentado no Salão de Paris – leia aqui) não deve ser um best seller, apesar de prometer chegar ao recorde de 16 km com um litro de combustível. Vêm aí também os novos Sandero e Logan, que precisam mostrar um upgrade em acabamento e conteúdo para serem competitivos.

A parada, com direito a férias a boa parte dos seis mil funcionários, no entanto, dará fôlego à unidade de São José dos Pinhais, cuja capacidade terá uma escalada de 180 mil para o patamar de 380 mil veículos/ano. Até que a transformação ocorra, o presidente Olivier Murguet sabe que a rede deve chiar, já que não terá estoques se o mercado avançar ao ritmo atual.

INVESTIMENTOS

Novos investimentos no complexo industrial Ayrton Senna, compartilhado pela aliança Renault Nissan, foram anunciados por Murguet no início de agosto (leia aqui). A unidade abriga três fábricas (automóveis, comerciais leves e motores). São R$ 40 milhões para o aumento da capacidade de produção da fábrica de motores em 25%, de 400 para 500 mil unidades por ano a partir de 2013. A unidade produz propulsores 1.0, 1.2 e 1.6, sendo que 40% do volume total são dedicados à exportação. O aporte é suplementar ao ciclo de investimento já anunciado pela montadora, que em outubro do ano passado aumentou em R$ 500 milhões, para R$ 1,5 bilhão até 2015. Um terço deste valor está sendo aplicado este ano.

“Já aumentamos no início deste ano nossa capacidade diária de 45 para 47 carros produzidos por hora: nossa meta é chegar aos 60 veículos por hora em 2013, no projeto 1 carro por minuto”, revela.

Os recursos também contemplarão melhoria de processos na área de pintura, que será totalmente renovada com 180 novos equipamentos, estimados em mais de R$ 100 milhões, além da área de carroceria, que terá 330 novas máquinas.

Durante o período de parada, todos os funcionários terão suas férias coletivas antecipadas e os demais 30 dias serão utilizados para reciclagem e treinamento da mão de obra. A parada não afetará a linha de montagem de veículos utilitários.



Tags: Renault, Nissan, Clio, Sandero, Ford, VW, GM.

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