Automotive Business
  
News Mobility Now

Notícias

Ver todas as notícias

Conjuntura | 17/12/2012 | 20h34

Brasil só ganha da Argentina em ranking de competitividade

Pesquisa da CNI compara as condições de 14 países para concorrer no mercado internacional

REDAÇÃO AB

O Brasil tem um dos piores graus de competitividade, segundo a pesquisa Competitividade Brasil 2012, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que comparou 14 países, entre eles os outros integrantes do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), além de outras nações, como México, Polônia, Espanha e Austrália. O Brasil ficou na 13º posição, à frente apenas da Argentina. O mais competitivo é o Canadá, seguido pela Coreia do Sul, segundo o levantamento divulgado na segunda-feira, 17.

De acordo com o relatório, o mau posicionamento do Brasil se deve principalmente ao alto custo da mão de obra, alto preço do capital, baixa qualidade de infraestrutura de transporte e do ambiente macroeconômico desfavorável. Em todos os quatro quesitos o Brasil ficou na pior colocação do ranking.

Em nota, o gerente da pesquisa, Renato da Fonseca, declarou: “A indústria brasileira está perdendo espaço tanto no mercado interno, como no externo. O baixo nível de investimento, sobretudo em inovação, certamente se apresenta como uma das razões para esse desempenho. Mas por que as empresas deixariam de investir se isso é crucial para sua sobrevivência? É aqui que o ambiente econômico desfavorável, a deficiência na infraestrutura do País e a baixa qualidade da educação mostram sua importância”.

O sistema de transporte do País é o menos competitivo entre os 14 países pesquisados. A pior situação é a dos portos e aeroportos; a infraestrutura ferroviária coloca o Brasil em 12ª posição, e a qualidade das rodovias, em 11ª. A situação da infraestrutura de energia e comunicações é melhor. O Brasil está em 6º, atrás da Rússia, Coréia do Sul, Chile, Polônia e Espanha. O País aparece ainda em 8º lugar na comparação dos serviços associados ao comércio exterior alfândega, capacidade logística, rastreabilidade e pontualidade.

No ambiente macroeconômico, mesmo com a queda dos juros nos últimos meses, a taxa real no curto prazo tornou o capital brasileiro o mais oneroso dos 14 países. No entanto, o País ocupa posição intermediária (7ª) na disponibilidade de capital, por oferecer mediana facilidade de acesso ao financiamento, de captação de recursos no mercado de capital e de mobilização de capital para projetos de inovação.

Outra barreira apontada foi a carga fiscal: neste quesito, o Brasil aparece em penúltimo lugar no critério peso dos tributos, à frente apenas da Argentina. Apesar de todas as barreiras macroeconômicas, o País tem como vantagem o movimentado mercado interno: apenas os mercados da China e da Índia são mais dinâmicos que o brasileiro.

Em tecnologia e inovação, o Brasil aparece em situação privilegiada, apenas as companhias da Coréia do Sul, da China, do Canadá e da Austrália são mais inovadoras. O nível de apoio oferecido pelo governo brasileiro à ciência e tecnologia coloca o país em 7ª posição nesse critério. Contudo, a qualidade da educação rebaixa o país para a 8ª posição em um ranking de dez nações que têm informações comparáveis no quesito educação.

“A educação é a base de tudo. Sem educação não há inovação e os ganhos de produtividade tornam-se escassos", afirma Fonseca.



Tags: Brasil, competitividade, CNI, indústria, custo, mão de obra, infraestrutura, transporte, Argentina.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

Mobility Now