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Indústria | 19/06/2013 | 04h45

JAC nomeia fornecedores para fábrica neste mês

Futura montadora terá entre 6 e 12 empresas trabalhando a seu redor em Camaçari

MÁRIO CURCIO | De Campinas (SP)

Durante a apresentação dos modelos J3 e J3 Turin 2014 (veja aqui), o vice-presidente industrial da JAC Motors, Tarcísio Telles, revelou novos detalhes a respeito da futura fábrica, que começa a produzir em dezembro de 2014: “O parque de fornecedores terá de seis a 12 empresas. A nomeação se inicia neste mês. Em um ano eles estarão entregando as primeiras peças”, afirma o executivo.

“A unidade vai gerar 3,5 mil empregos diretos, 10 mil indiretos, terá 23 horas de trabalho por veículo e consumo de 400 quilowatts por unidade”, diz Telles. “É uma fábrica enxuta, com 1,36 metro quadrado de área construída por veículo”, diz Telles. A fábrica montará 100 mil carros e 10 mil caminhões por ano. “A produção utilizará o conceito modular. Alguns desses conjuntos serão feitos dentro da fábrica, outros por fornecedores ao lado e outros virão de fora”, afirma o vice-presidente industrial. A venda dos carros começa em maio de 2015.

O presidente da JAC Motors do Brasil, Sérgio Habib, garante: “Vamos ter muito mais conteúdo local do que pede o Inovar-Auto (...) É questão de bom senso usar peças do Brasil”, diz, citando o exemplo do ar-condicionado, um item grande demais para importar. O carro a ser fabricado pela JAC Motors na Bahia usará plataforma semelhante à do J3. É a mesma do chinês A20. O projeto terá três derivações: hatch, hatch com apelo fora de estrada e sedã.

“O hatch terá quatro opções de acabamento”, afirma o supervisor de desenvolvimento da JAC Motors, Demetrius Adam. Isso quer dizer que nem todos os JAC nacionais serão completões como os que vêm da China atualmente, em versão única de acabamento e equipamentos.

“Haverá três motores: 1.0, 1.4 e 1.5, todos flex”, diz Adam. O 1.0 terá três cilindros. Já é utilizado no J2 vendido no mercado chinês. Os propulsores virão montados de fora, mas usarão periféricos produzidos aqui.

Automotive Business perguntou a Sérgio Habib como ele conseguirá manter os JAC competitivos quando estiverem em produção no Brasil. O executivo citou cinco motivos: “O custo de desenvolvimento (de um automóvel) na China é mais baixo. O custo de peças será menor com a mistura de componentes brasileiros e do restante do mundo. Também vamos trabalhar para reduzir custos com logística. O quarto fator é que somos uma empresa jovem. Temos uma estrutura mais enxuta e eficiente, ao contrário das antigas. Olhe para mim. Há 20 anos eu não tinha essa barriga (risos). As empresas mais antigas têm mais gordura, mais gastos, demoram mais a reagir. Por sermos mais jovens, também teremos mais eficiência em nosso marketing.”



Tags: JAC, J3, Camaçari, Tarcísio Telles, Sérgio Habib, Demetrius Adam.

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