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Negócios | 28/06/2013 | 17h52

Fiat coloca Ketter para liderar o projeto da fábrica de Pernambuco

Executivo nasceu no Brasil e trabalhou na instalação da VW em São José dos Pinhais

PEDRO KUTNEY, AB

Atual chefe de manufatura do Grupo Fiat, Stefan Ketter foi indicado para assumir o comando direto do projeto Pernambuco, Estado onde a empresa constrói desde 2011 sua nova fábrica no Brasil. “Devido à importância estratégica deste projeto para o Grupo Fiat Chrysler, essa responsabilidade foi conferida ao executivo-chave responsável pelas atividades globais de manufatura da companhia”, disse Sergio Marchionne, presidente da Fiat S.p.A e do Chrysler Group LLC, em nota distribuída na quarta-feira, 26.

Interessante notar que Marchionne fala em projeto do Grupo Fiat Chrysler, admitindo a identidade dupla da fábrica, que poderá produzir veículos das duas marcas, Fiat e Chrysler.

Fazer uma fábrica de automóveis no Brasil não é tarefa desconhecida para Ketter. Ele conhece bem o País e fala português, pois nasceu em São Paulo, onde passou a infância e adolescência. Após cursar engenharia mecânica na Alemanha, começou sua carreira na BMW, em 1986, e dez anos depois entrou na Audi. Em 1997, Ketter foi nomeado diretor de qualidade do Grupo Volkswagen na América do Sul, com responsabilidade de colocar para funcionar a fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná.

Em 2004, Ketter foi trazido da Volkswagen nos Estados Unidos para a Fiat na Itália como diretor de qualidade por seu ex-chefe no Brasil, Herbert Demel, que então era o CEO da companhia italiana. Demel se foi no mesmo ano, mas Ketter ficou e conquistou a confiança de Marchionne, que em 2005 o transformou em chefe de manufatura. Agora Ketter vai coordenar pessoalmente os trabalhos da nova fábrica brasileira do grupo, mas mantém seu posto de CMO, com assento no board da companhia.

A Fiat anunciou no fim de 2010 a construção de uma fábrica em Pernambuco, com investimento de R$ 3 bilhões. Em 2011 mudou a localização inicialmente escolhida, próxima do Porto de Suape, para a cidade de Goiana, ao norte do Estado, em uma área de 12 milhões de metros quadrados onde as obras só começaram efetivamente no segundo semestre de 2012. Nesse período o valor a investir foi subindo gradualmente. O aporte atualizado chega a R$ 4 bilhões na linha de automóveis, mais R$ 500 milhões em uma planta de motores e R$ 2,5 bilhões em outras instalações, incluindo alguns dos principais fornecedores que devem integrar o parque industrial. A capacidade inicial do empreendimento é de 200 mil a 250 mil automóveis por ano e a operação está prevista para começar até o fim de 2014.



Tags: Fiat, Chrysler, Pernambuco, Goiana, investimento, fábrica, Stefan Ketter, Sergio Marchionne.

Comentários

  • Gilson Paula Lopes de Souza

    A escolha é perfeita pela competência, e conhecimento dos aspectos gerais sócio-culturais e políticos do nosso Brasil.

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