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Autopeças | 19/08/2013 | 18h15

Produção de pneus cresce 6,7% e se aproxima de 2010

Mas balança comercial continua com déficit; exportações caíram 10,7% e importações subiram 21,4%

REDAÇÃO AB

A mudança da relação dólar-real nos últimos meses tem ajudado a indústria nacional de pneus. Segundo a Anip, a associação dos fabricantes de pneumáticos, com o aumento da competitividade do produto brasileiro no mercado interno e nas exportações, a produção dos componentes cresceu 6,7% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo intervalo do ano passado, passando de 31,6 para 33,7 milhões de unidades.

O nível de emprego no setor apresentou leve crescimento no semestre, de 1,75%, com geração de 744 vagas diretas. O quadro de funcionários das empresas associadas à Anip chega a 26.878 trabalhadores.

"Nosso setor está acompanhando a expansão do setor automotivo e para este ano a expectativa é voltar a produzir um volume igual ou superior ao de 2010, quando foram fabricados no País 67,3 milhões de unidades. Esse número caiu em 2011 e 2012, devido ao câmbio favorável às importações, ao lado de outros aspectos que reduzem nossa competitividade interna e externa", explica Alberto Mayer, presidente da associação.

Mas o cenário cambial também tem trazido desvantagens. Mayer lembra que a indústria de pneumáticos, que já sofre com custos maiores do que competidores de outros países, por razões tributárias, de logística e burocráticas, acaba pagando mais caro para importar matérias-primas, que representam cerca de 70% do total de insumos usados na produção de pneus.

DÉFICIT COMERCIAL

Com o aquecimento das vendas de veículos no Brasil, não foi só a produção nacional de pneus que aumentou no primeiro semestre. As importações também: 21,4%, atingindo 14,42 milhões de unidades ante 11,88 milhões no mesmo período de 2012 (sem incluir pneus para motos).

Enquanto isso as exportações dos componentes tiveram queda de 10,7%, com a venda externa de 6,17 milhões de unidades, comparadas com 6,92 milhões no primeiro semestre de 2012.

"Reconhecemos o impacto positivo da valorização do dólar face ao real na competitividade dos produtores brasileiros, mas isso não foi suficiente para compensar as vantagens de fabricantes de outros países. Por essa razão temos nos reunido com o Governo para avaliar medidas que possibilitem reverter o desequilíbrio na balança comercial, que a partir de 2010 ficou desfavorável ao País", acrescenta Alberto Mayer.

O presidente diz que em tido boa receptividade do Governo Federal na discussão de propostas para aumentar a competitividade da indústria brasileira.

VENDAS

As vendas de pneus apresentaram crescimento superior ao da produção. No período de janeiro a junho de 2013 em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, aumentaram 7,9%, de 33,4 para mais de 36 milhões de unidades.

No mercado de reposição, as vendas cresceram 13% na mesma base de comparação, de 16,3 para 18,4 milhões de pneus. Já as vendas para montadoras aumentaram 12,3%, passando de 10,2 para 11,4 milhões de unidades.

Foram vendidos 17,6 milhões de pneus para veículos de passeio no primeiro semestre, 7,5% a mais que no ano passado. No segmento de camionetas houve alta de 15,8%, para 4,9 milhões de unidades. E no de cargas a expansão foi de 14,4%, para 4,25 milhões de pneus.

RECICLAGEM

A Reciclanip, entidade sem fins lucrativos mantida pela indústria automotiva, recolheu no primeiro semestre do ano 183 mil toneladas de pneus inservíveis, o equivalente a 36,6 milhões de pneus de carros de passeio.

"Temos hoje mais de 800 pontos de coleta espalhados por todos os estados brasileiros. Para retirar o produto descartado nesses locais contamos, em média, com 60 caminhões transitando diariamente durante todo o ano", aponta o presidente.



Tags: Anip, produção, pneus, Alberto Mayer.

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