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Exportar-Auto só é viável se indústria ganhar qualidade
Megale acredita que Inovar-Auto puxará evolução do carro brasileiro. (Foto: Ruy Hizatugu)

Negócios | 23/09/2013 | 19h00

Exportar-Auto só é viável se indústria ganhar qualidade

Com aumento da capacidade produtiva, Brasil precisa ter produtos competitivos

GIOVANNA RIATO, AB

A indústria automotiva brasileira precisa ganhar qualidade nos próximos anos. Apenas dessa forma será possível ampliar as exportações de veículos e atender ao Exportar-Auto, programa de incentivo às vendas internacionais negociado pela Anfavea com o governo. A afirmação foi feita por Antonio Megale, vice-presidente da associação, em apresentação durante o I Fórum da Qualidade Automotiva, realizado pelo IQA, em São Paulo, na segunda-feira, 23.

O executivo admite que o produto brasileiro precisa ganhar qualidade para entrar em outros mercados. “Os próximos cinco anos são a nossa oportunidade de reduzir a diferença que temos na comparação com os países desenvolvidos”, acredita. De acordo com ele, essa melhoria não é apenas importante, mas é necessária para que o Brasil sustente a capacidade produtiva que deve ganhar nos próximos anos como fruto do investimento de R$ 73,1 bilhões que as montadoras têm programado para o País, entre construção de novas fábricas, modernização e ampliação das já existentes, desenvolvimento de novos produtos e aportes em tecnologia e inovação para atender o Inovar-Auto.

Com o montante, Megale estima que o Brasil alcançará capacidade produtiva para cerca de 5,7 milhões de veículos por ano, contra o volume atual de 4,3 milhões que o País tem potencial para fabricar. Esse adicional de produção deverá obrigatoriamente, além de atender a demanda interna, entrar na acirrada disputa pelos mercados internacionais. O Brasil terá de competir com outros países que também têm estratégias agressivas para as exportações, já que o mundo enfrenta excedente de capacidade produtiva.

Segundo ele, parte da evolução do carro nacional será puxada pelo Inovar-Auto, que motivará as montadores a buscar novo patamar de eficiência energética e impulsionará a nacionalização de tecnologias ainda não difundidas no Brasil. O vice-presidente avalia que o programa puxa a demanda por componentes nacionais, o que vai estimular a cadeia de suprimentos. Ainda assim, a evolução mais significativa para as empresas de autopeças virá com o Inovar-Autopeças, programa que está sendo desenhado pelo governo para fortalecer essa indústria.

Para Megale, os três programas, Inovar-Auto, Inovar-Autopeças e Exportar-Auto, formam o tripé do que seria uma nova política industrial para o setor automotivo no Brasil, capaz de elevar a produção, fortalecer a cadeia de suprimentos e puxar a evolução do carro brasileiro. Na opinião do executivo, no entanto, apesar das medidas do governo para impulsionar o segmento, a indústria também precisa fazer a sua parte.

“Nos últimos anos temos focado na Argentina e no México e perdido outros grandes mercados de exportação”, alerta. A Anfavea tem a meta de ampliar as exportações nacionais do patamar atual de cerca de 500 mil unidades ao ano para 1 milhão de veículos em 2017. Megale acredita que, se o objetivo se concretizar, as empresas instaladas no Brasil terão mais segurança com o aumento da escala de produção, que permitirá que elas equilibrem seus negócios com outros mercados além do Brasil.



Tags: Antonio Megale, Anfavea, Exportar-Auto, Inovar-Auto, IQA, qualidade.

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