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Autopeças | 24/04/2014 | 20h13

Dana garante que concordata da Sifco não afeta fornecimento

Empresas têm acordo para fabricação de eixos dianteiros de caminhões e ônibus

REDAÇÃO AB

Segundo garante a Dana, os problemas financeiros enfrentados pela Sifco não afetam o seu fornecimento exclusivo de eixos dianteiros para veículos pesados. Na terça-feira, 22, a Sifco entrou com pedido de recuperação judicial (equivalente à antiga concordata), o que poderia inviabilizar a fabricação do componente e sua entrega à Dana para montagem final e envio aos principais fabricantes de caminhões e ônibus no País. “Este processo não impactará a relação com a Dana. A Sifco continuará fornecendo normalmente e de acordo com os pedidos”, afirma a Dana em comunicado divulgado na quinta-feira, 24.

“A administração da Dana, no Brasil e nos Estados Unidos, está acompanhando de perto o desenvolvimento deste processo e trabalhando em conjunto com a Sifco e com nossos clientes, suportando a normalidade dos negócios”, continua o comunicado. “A Dana compreende que as razões que resultaram nesta decisão por parte da Sifco são suas condições de liquidez e fluxo de caixa e que (a atitude da empresa) é saudável do ponto de vista operacional. Ao entrar com este pedido de reorganização judicial a Sifco poderá abordar seus desafios de fluxo de caixa, operando normalmente e atendendo às suas obrigações com seus empregados e credores, incluindo a Dana.”

Em junho de 2011 a Dana fechou um contrato com a Sifco para comprar com exclusividade todos os eixos dianteiros não-tracionados médios e pesados forjados pela empresa nas fábricas de Jundiaí e Campinas (SP). Desde então, todos os eixos desta linha produzidos pela Sifco são encaminhados diretamente à Dana em Sorocaba, que executa lá a montagem dos eixos, agregando cubos de rodas e freios.

A estratégia garantiu à Dana entrar em um segmento do qual não participava antes, passando assim a atender clientes que antes compravam diretamente da Sifco: Agrale, Ford Caminhões, Iveco, MAN (Volkswagen caminhões e ônibus), Mercedes-Benz, Scania e Volvo. A empresa projetava que o negócio geraria faturamento adicional de US$ 350 milhões por ano.

RECUPERAÇÃO PARA TODO O GRUPO

Em comunicado divulgado na quarta-feira, 23, a Sifco informa que todas as empresas do grupo entraram em recuperação judicial, incluindo a Sifco Metals Participações S.A., Sifco S.A. (peças forjadas), BR Metals Fundições Ltda. (fundidos), Alujet Industrial e Comercial Ltda. (fabrica as rodas de liga leve Bino) e Tubrasil Sifco Empreendimentos e Participações S.A. (tubos de aço). No total, a empresa renegociará cerca de R$ 500 milhões em dívidas.

“Enfrentado dificuldades em suas operações desde a crise financeira mundial iniciada em setembro de 2008, e que agora se agravaram como resultado da repentina desaceleração econômica que afeta os setores produtivos do País, que já provocou sensível redução do faturamento, com consequente afetação do seu fluxo de caixa, (as empresas do grupo) deliberaram ingressar com pedido de recuperação judicial”, diz a nota da empresa. “A medida se justifica para buscar a equalização de seu passivo e reequilíbrio do caixa, objetivando manter suas atividades regularmente, garantindo assim a continuidade do negócio e a preservação de empregos. Ficarão assegurados todos os direitos dos trabalhadores, de colaboradores, fornecedores e credores da empresa, sendo que após o deferimento do Pedido de recuperação judicial, no prazo legal, deverá ser apresentado o plano de recuperação”, acrescenta.



Tags: Sifco, Dana, eixos, fornecedores, caminhões, ônibus, concordata, recuperação judicial.

Comentários

  • Denis Borge

    É uma pena que uma empresa como a Sifco esteja passando por essa situação. Mas acredito que ela vai sair dessa dificuldade logo.

  • Antonio Matheus

    É triste essa notícia pois já foi uma das maiores forjarias do mundo e tenho vários amigos trabalhando na empresa.Será que foi deferido o pedido de recuperação judicial ou foi negado pelo juiz?Gostaria muito de acompanhar este caso pela imprensa especializada e não por boatos que provavelmente surgirão em grande quantidade.Boa sorte à todos e o nosso mais sincero pesar.

  • mario marcelo

    É lamentável uma empresa tradicional está nessa situação,principalmente para seus colaboradores,porém, não podemos deixar de ressaltar, que determinadas pessoas para satisfazer o seu orgulho e se acharem grandes administradores em qualquer ramo de negócio, na realidade são oportunistas de plantão, e, acabam fracassando.Deixo aqui minha pergunta: será que essa empresa fracassaria dirigida pelos Dr Antônio Hermírio, Dr Abílio Diniz ,Dr Gerdau ,Sr Sílvio Santos etc?Eu mesmo respondo, acredito que nâo.

  • Jhonathan David

    Infelizmente á Dana esta indo pelo mesmo caminho é triste ver pessoas perdendo empregos e deixando de sonhar por causa de pessoas incompetente.

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