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Indústria | 17/07/2014 | 16h16

Mercado de reposição salva vendas de pneus no 1º semestre

Incluindo entregas às montadoras, negócio sobe tímido 1,3%, aponta Anip

REDAÇÃO AB

As fabricantes de pneus instaladas no Brasil registraram queda de 18% das vendas às montadoras no primeiro semestre quando comparado a igual período do ano passado, para 9,4 milhões de unidades, informa a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) em comunicado divulgado na quinta-feira, 17. Incluindo as vendas para o mercado de reposição, o total chega a 37,28 milhões de pneus nos seis primeiros meses do ano, aumento de 1,3% sobre iguais meses de 2013. Os volumes consideram os pneus por elas importados, no total de 3,75 milhões de unidades.

“Acompanhamos de perto e com temor as perspectivas de expansão das vendas da indústria automotiva, nosso principal cliente, mesmo porque o mercado de reposição, que vem segurando o total das vendas, reflete a produção de veículos novos com certa defasagem”, diz Alberto Mayer, presidente-executivo da Anip.

Na nota, a entidade informa que manteve o número de 28.560 trabalhadores, o mesmo número registrados em maio, mas que devido à conjuntura do mercado original (OEM), a indústria de pneumáticos concede férias coletivas para parte de seus empregados, como forma de evitar demissões.

BALANÇA COMERCIAL DEFICITÁRIA

Nos seis primeiros meses do ano, o volume prévio de consumo de pneus no País ficou em 42,9 milhões de unidades, dos quais a entidade estima que um terço seja importado. Foram importadas 18,18 milhões de unidades no período, enquanto as exportações totalizaram 6,64 milhões, o que representa um déficit acima de 11,5 milhões de pneus, dos quais mais de 50% ou 9,53 milhões vêm da China.

“Nossas associadas colaboraram com US$ 416,9 milhões para o saldo da balança comercial brasileira, mas devido às demais importações, no final houve um déficit de US$ 117,8 milhões na balança global de pneus no semestre”, observa Mayer.

Segundo o executivo, a aplicação do direito antidumping na importação de pneus de bicicleta contribuiu para uma redução nas compras de pneus importados deste segmento, contudo, excluindo pneus para o setor de duas rodas, as importações da China cresceram 5,6% no primeiro semestre. No mercado de reposição, a estimativa é de que 35% dos pneus vendidos no período são importados.

Já com a Argentina, no primeiro semestre, o intercâmbio comercial mostrou queda de 8,5% nas exportações do Brasil e de 0,4% nas importações com relação ao mesmo período do ano anterior.

PRODUÇÃO

Com a entrada de uma nova associada na Anip este ano, a Sumitomo, a produção brasileira de pneus cresceu 3,9% no semestre, para 35,1 milhões de unidades.

“Embora se trate de um dado positivo, é preciso analisar dentro de um contexto mais amplo, que, apesar da mudança de pneus importados para a produção nacional, dados mostram a inversão da balança comercial brasileira do setor, de um saldo positivo de US$ 443,9 milhões em 2008 para o déficit de US$ 117,8 milhões no primeiro semestre deste ano, indicando a contínua perda de competitividade da produção local” alerta o presidente da Anip.

Ele acrescenta que a entidade tem participado ativamente de reuniões com o governo na busca de soluções para o aumento da competitividade da indústria brasileira. O executivo comemorou o retorno do Reintegra, mas indica que a alíquota é muito baixa com relação ao resíduo tributário de seus produtos, superior a 3% (leia aqui).

VENDAS POR SEGMENTO – 1º SEMESTRE 2014 (SOBRE 1º SEMESTRE 2013)

Pneus de carga: +2,5% (de 4,4 milhões para 4,5 milhões)
Pneus de camioneta: +0,3% (de 4,9 milhões para 4,9 milhões)
Pneus para passeio: -0,7% (de 18,1 milhões para 18 milhões)
Pneus para duas rodas: +5,7% (de 7,7 milhões para 8,15 milhões)
Pneus agrícolas: -6,8% (de 479 mil para 446 mil)
Pneus industriais: +7,3% (de 992 mil para 1,06 mil)
Pneus OTR: +13,7% (de 73 mil para 83 mil)
Total: +1,3% (de 36,7 milhões para 37,280 milhões).



Tags: Pneus, Anip, indústria de pneumáticos, mercado de reposição, OEM.

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