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Mercado | 03/09/2014 | 19h15

Abeifa: agosto contraria expectativas

Associação espera recuperação no último quadrimestre com o Salão do Automóvel

CAMILA FRANCO, AB

Assim como as montadoras instaladas no País, as empresas importadoras de veículos também tiveram um início de segundo semestre “decepcionante”, como define Marcel Visconde, presidente da Abeifa, associação que representa importadores e futuros fabricantes. “Ninguém esperava uma agosto tão fraco. Foi uma surpresa desagradável para todo o mercado, que projetava reanimação após férias e Copa do Mundo”, aponta.

Os números levantados pela entidade, divulgados em reunião com jornalistas na quarta-feira, 3, mostram que a queda persiste. Foi de 0,6% nas vendas de veículos leves das associadas de julho a agosto, de 7.385 para 7.338 unidades. No comparativo com o mesmo mês do ano passado, quando 10.282 carros foram importados, a retração é maior, de 28,6%.

No acumulado de janeiro a agosto, as entregas somaram 61.206 unidades, 17% menores do que as anotadas em igual intervalo de 2013. Com este resultado, a participação das marcas associadas à Abeifa no total de veículos vendidos no País, que era de 3,29% em agosto de 2013, caiu para 2,8% no último mês.

Se comparados os resultados dos primeiros oito meses de 2014 com o mesmo intervalo de 2011, 2012 e 2013, as vendas de automóveis e comerciais leves das marcas associadas caíram 53% em três anos. Houve retração em todas as faixas de preços, mas principalmente na que inclui modelos de até R$ 100 mil.

Visconde, que também é presidente das operações da Porsche no Brasil, explica que o problema que atinge todo o setor - e também outras indústrias além da automobilística - é a fraca demanda por bens de consumo duráveis. “O mercado tem sido ditado pela baixa confiança do consumidor e pela falta de expectativa de recuperação da economia. Estímulos pontuais, como a redução de IPI, não atraem mais os consumidores. Não é uma questão de crédito, mas sim de vários fatores macroeconômicos. Tínhamos a percepção de que a recuperação aconteceria já no início no segundo semestre, mas isso ainda não ocorreu. Os recentes anúncios de queda continuada do PIB em dois trimestres impacta tanto no investimento do empresário quanto na decisão de compra de um veículo, que tem sido postergada e deve continuar assim em período instável de eleições.”

Sérgio Habib, presidente da JAC e vice-presidente da Abeifa, observa que o terceiro trimestre do ano (julho/agosto/setembro), na comparação com o mesmo do ano passado, deve ter uma retração de 12%. “É uma queda menor do que a registrada pelo mercado no acumulado de janeiro a agosto.”

EXPECTATIVAS

Apesar de cenário ainda difícil, a Abeifa espera por resultados melhores no último quadrimestre. “Em um dado momento o mercado deverá buscar uma retomada que, mesmo tênue, possa restabelecer o início de uma busca de recuperação”, comenta Visconde.

O executivo lembra que tradicionalmente o segundo semestre, com mais dias úteis e lançamentos, é mais forte do que o primeiro. O deste ano contará com grande ajuda do Salão do Automóvel. “O evento é uma ferramenta comercial muito importante para nosso mercado. Este deve ser o salão de melhor nível entre os que já tivemos na história e deverá turbinar as vendas com os seus lançamentos. A chegada de novos produtos é o que temos para a nossa salvação.” O aumento do IPI previsto para janeiro também deve contribuir para o adiantamento das vendas em dezembro, melhorando os resultados de 2014.

Para este ano, a associação espera vender entre 90 e 100 mil veículos importados. “É um resultado próximo do observado em 2013, mas aquém das nossas expectativas do início do ano.” Até julho, a Abeifa cogitava vender 120 mil veículos em 2014.

Assista à entrevista exclusiva com Marcel Visconde, presidente da Abeifa:



Tags: Abeifa, importadores, Marcel Visconde, emplacamentos, vendas.

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