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Autopeças | 08/09/2014 | 16h43

Certificação: custos são irrisórios, diz IQA

Órgão aponta importância da fiscalização obrigatória de autopeças

SUELI REIS, AB

“Os custos para se adequar às normativas das certificações compulsórias de autopeças são irrisórios diante de problemas que se possa vir a ter no futuro: a pena será muito mais custosa em caso de penalidade por não qualidade dos produtos, em um recall, por exemplo”, alerta Joe Tolezano, coordenador técnico de certificações e homologações do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), durante o painel Normas Automotivas e Certificação para Autopeças, no II Workshop - Os novos Desafios da Legislação Automotiva, promovido por Automotive Business, na segunda-feira, 8, em São Paulo.

Segundo Tolezano, os custos de campanhas de recall, que substituem peças defeituosas ou que possam promover algum risco por novas e de forma gratuita ao consumidor, recaem geralmente sobre os fornecedores e não sobre as montadoras, mas a decisão dependerá do tipo de contrato entre as duas empresas. Ele aponta para a importância das fabricantes de componentes em ajustar seus projetos e linhas de produção para atender a legislação, que por meio do Inmetro, órgão certificador e vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), verifica a qualidade e conformidade das autopeças, a partir de metodologias específicas para cada tipo de componente.

“A certificação compulsória (obrigatória) traz essa segurança ao consumidor: ao adquirir uma peça com o selo certificador, o cliente terá a certeza de que aquele produto segue rígidos padrões de qualidade e que esses padrões são periodicamente atestados, a fim de garantir a continuação de sua qualidade”, reforça.

Mais de 16 itens já tiveram sua certificação compulsória divulgada em diferentes portarias do Inmetro, com prazos específicos para cada setor do mercado, priorizando os prazos para a indústria, a primeira a se adequar e ter peças somente certificadas após um determinado período, imposto pela portaria. O ciclo é estendido também a armazéns e, por fim, ao comércio, cujo tempo de distribuição de componentes sem certificação é o mais estendido, limitando, porém, a alguns meses, sua permanência no mercado. Itens como amortecedores da suspensão, bomba elétrica de combustível, buzinas, lâmpadas para veículos, pistões de liga leve de alumínio, baterias automotivas, vidros, entre outros, já podem ser encontrados com o selo do Inmetro.

“A certificação só vale para produtos destinados ao aftermaket. Produtos vindos de fábrica nos veículos já receberam o certificado de segurança e qualidade que as montadoras exigem de seus fornecedores”, lembra Tolezano.

LABORATÓRIO PRÓPRIO

O IQA é um dos principais órgãos atuantes na certificação de autopeças, a fim de enquadrar os produtos nacionais nas conformidades previstas na lei. Para aumentar sua atuação e ampliar seu escopo como certificadora, o órgão inaugura nesta data seu primeiro laboratório químico, no Parque Tecnológico de Sorocaba (SP), dedicado primeiramente aos testes para certificar fluídos de freio e Arla 32 (composto a base de ureia utilizado em veículos comerciais pesados que utilizam motores com sistema SCR).

“Em uma fase futura, o plano é torná-lo maior e expandir seus trabalhos para outros componentes, como pneus e roda”, completa Tolezano.

Ele reforça que as normas brasileiras de certificação não são exclusivas, mas baseadas em normativas internacionais, como as NBR-ISO, que são algo como uma tradução das metodologias a serem aplicados nos produtos para garantir sua função com qualidade.

“O IQA e mesmo o Inmetro mantêm esse cuidado, para não criar barreiras técnicas nos produtos. Vale lembrar que a certificação abre espaço para exportação, uma vez que as normas que o atestam são de origem internacional. É o caso que tivemos do Equador, que aceitou a comercialização de um componente sabendo que ele é certificado no Brasil”, exemplificou.



Tags: Certificação, autopeças, IQA, qualidade, Inemtro, Joe Tolezano.

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