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Caminhões terão ano de sete meses

Mercado | 06/08/2015 | 17h28

Caminhões terão ano de sete meses

Segmento venderá em 2015 o que vendeu em sete meses de 2014

SUELI REIS, AB

Não há qualquer sinal de recuperação para o mercado de caminhões em 2015. Esta é a conclusão da Anfavea, entidade que reúne as fabricantes e que já considera este um ano perdido. Os dados de desempenho entre janeiro e julho ainda apontam fortes retrações em vendas e, por consequência, na produção, embora tenha registro de crescimento nas exportações, mas que ainda é insuficiente para reverter o ritmo letárgico das linhas de montagem.

- Veja aqui os dados da Anfavea.

Nos sete meses completos deste ano, foram emplacados 43,7 mil caminhões, recuo de 43,1% sobre igual período do ano passado, quando o mercado consumiu 77 mil unidades, o mesmo volume de emplacamentos esperado para 2015 inteiro, de acordo com a última revisão de projeções da associação (leia aqui).

“Na área de caminhões, será um ano de sete meses, se compararmos com o desempenho de 2014”, define Luiz Moan, presidente da Anfavea, durante a apresentação do resultados do setor, na quinta-feira, 6, em São Paulo.

O segmento pesado segue com o maior tombo no acumulado: o licenciamento de 4,1 mil unidades é 61,1% menor que o volume registrado há um ano. Semipesados, médios e leves também continuaram em queda, sendo que o de semileves é o único a registrar saldo positivo nos sete meses, com leve alta de 1,5% sobre iguais meses de 2014.

Considerando apenas julho, houve aumento de 5,1% das vendas totais de caminhões contra o resultado de junho, passando de 6,18 mil para 6,49 mil caminhões. Já sobre julho do ano passado, há retração de 47,6%. Para Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea, é uma falsa impressão de retomada: “Essa pequena alta se deve ao maior número de dias úteis em julho”, defende.

A produção também segue a passos lentos ao acumular retração de 45,4% entre janeiro e julho sobre iguais meses de 2014, para pouco mais de 48,2 mil unidades. “É uma queda brutal e trágica”, define Moan. Por sua vez, Moraes justifica a menor atividade das fábricas, reflexo do mercado enfraquecido: “Ao longo deste ano estamos adotando medidas de adaptação da produção e estoque, uma vez que elevados volumes afetam o capital de giro das empresas e também das concessionárias”.

Se por um lado, não há mais chances para o segmento de pesados no mercado doméstico este ano, as vendas ao exterior têm trazido algum alento, ao menos em volumes. As exportações de caminhões cresceram 12,2% no acumulado, passando de 10,6 mil unidades em 2014 para 11,9 mil neste ano, apesar da retração de 10,4% na comparação de julho com o mês anterior, para 1,7 mil veículos. Sobre julho do ano passado, as exportações foram 31,7% maiores.

ÔNIBUS

O segmento de transporte de passageiros também segue em queda livre. As vendas de chassis têm recuo de 28,6% no acumulado entre janeiro e julho contra iguais meses de 2014, com o emplacamento de pouco mais de 11 mil unidades.

Moraes explica que também há incertezas para o segmento. Ele lembra que apesar da regulamentação das licitações para linhas rodoviárias, os empresários estão segurando os investimentos, enquanto que no caso de urbanos, também há demora, como no caso de São Paulo, cuja licitação para linhas da capital ainda não saiu.

A produção de chassis segue o mesmo movimento dos caminhões: a alta de 3,7% das exportações no acumulado, para 3,9 mil unidades, não compensou a retração do mercado interno, fazendo a produção cair 28,9% na mesma base de comparação, para 15,7 mil unidades.



Tags: Anfavea, caminhões, vendas, ônibus, Luiz Moan, Luiz Carlos de Moraes.

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