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Balanço | 15/02/2016 | 17h57

Adesões em consórcios para veículos caem 1,4% em 2015

E número de participantes e contemplações crescem, aponta Abac

REDAÇÃO AB

O sistema de consórcio registrou leve queda de 1,4% das vendas de novas cotas (novas adesões) para a aquisição de veículos em 2015, passando de 2,15 milhões de unidades para 2,12 milhões, de acordo com comunicado divulgado na segunda-feira, 15, pela Abac, associação que reúne as empresas administradoras do setor. O número de participantes aumentou em 1%, para 6,3 milhões de consorciados, enquanto o volume das contemplações (quando o consorciado tem a oportunidade de comprar o bem) subiu 3,9%, para 1,32 milhão. Os dados consideram todos os segmentos, entre veículos leves, pesados e motocicletas.

O total de crédito disponível pelo sistema de consórcio para a aquisição e veículos subiu 8,5% chegando a R$ 33,8 bilhões em 2015 contra R$ 31,1 bilhões do ano anterior. Segundo a Abac, citando dados do Banco Central, este total representou uma participação dos consórcios no total de créditos concedidos no País, incluindo CDC e leasing, de 26,9%, cinco pontos porcentuais acima do índice registrado em 2014.

Por segmento, o de veículos leves que considera automóveis e comerciais leves, registrou aumento de 11,1% nas vendas de novas cotas, de 898,5 para 998,2 mil unidades. As contemplações cresceram praticamente no mesmo ritmo, de 11,6%, com 523 mil consorciados que receberam sua carta de crédito. Segundo a entidade, em cada quatro automóveis vendidos no ano passado, um foi via consórcio. O volume de crédito dedicado ao segmento subiu 10,1% no ano passado, para R$ 41,4 bilhões, enquanto o tíquete médio – valor médio da cota no ano – ficou 1% abaixo do registrado há um ano, passando de R$ 41,9 mil para R$ 41,5 mil.

As adesões aos grupos de aquisição de veículos pesados somaram 54,8 mil, crescimento de 11,2%. O ritmo de alta prevaleceu no total de participantes fechando 6,3% superior ao do ano anterior, com 278 mil consorciados. O volume de crédito subiu 12,5%, para R$ 8,64 bilhões, com o tíquete médio 1,3% acima do anotado há um ano, para R$ 157,9 mil. Já o número de contemplados reduziu 7,5%, passando de 34,5 mil para 31,9 mil. Neste grupo, a Abac contabiliza os dados dos setores de caminhões, ônibus, implementos rodoviários e tratores.

Por fim, o segmento de duas rodas, que é o segundo maior em número de participantes, atrás apenas de automóveis, registrou queda em vários indicadores, principalmente em razão da redução do número de pontos de venda de concessionárias no País, em linha com a queda das vendas de motocicletas, de 16,8%, segundo a Abraciclo (leia aqui).

As vendas de novas cotas – adesões – caíram 10,8% em 2015, para pouco mais de 1 milhão de unidades contra 1,2 milhão em 2014. Com menos cotas, o volume de crédito para o segmento também caiu, 19,5%, para R$ 10,5 bilhões, com o tíquete médio 9,2% menor, de R$ 9,9 mil. O número de participantes diminuiu 5,6%, para 2,84 milhões, resultando em menos contemplações, 765 mil, 1,5% a menos.

“Ao entender que, quanto mais o brasileiro estiver consciente sobre a administração de suas finanças pessoais e atento à essência da educação financeira, mais se intensificará a possibilidade de os consórcios continuarem crescendo”, comenta o presidente da Abac, Paulo Rossi. Segundo ele, ainda que o cenário de desaceleração persista e os indicadores de novas vendas, contemplações e participantes ativos se repitam, ao menos, em volumes semelhantes aos de 2015, o sistema de consórcios terá conquistado um bom desempenho.

“Com uma boa dose de otimismo, se houver uma rápida implementação de soluções por parte das autoridades governamentais que revertam essa tendência, há possibilidade de chegar ao fim de 2016 com um pequeno crescimento”, finaliza.



Tags: Consórcio, Abac, cotas, crédito.

Comentários

  • Ricardo

    Interessante!

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