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Balanço | 29/02/2016 | 15h23

Recursos para veículos devem recuar 5,4% em 2016, prevê Anef

Entidade também aponta para queda de 5,1% no saldo das carteiras

REDAÇÃO AB

Em sua projeção para 2016, a Anef, associação nacional que representa os bancos de montadoras, aponta para uma nova queda no volume total de crédito para o financiamento de veículos, que deve ficar nos R$ 87 bilhões contra os R$ 92 bilhões registrados no ano passado. Se o resultado se confirmar, representará retração de 5,4%, bem abaixo da queda de 17,3% apurada em 2015.

Segundo a previsão da entidade, o saldo das carteiras para o financiamento do setor também registrará queda em 2016, embora em proporção menor que a do ano passado. Os números apontam para um saldo 5,1% menor neste ano, para R$ 173,8 bilhões. Em 2015, o saldo de crédito fechou em R$ 183,2 bilhões, 13,3% abaixo do resultado do ano anterior.

Em seu relatório, a Anef destaca que o cenário econômico em 2015 impactou fortemente na concessão de crédito para o setor automotivo. Entre as modalidades de financiamento, houve redução de 12,7% nas carteiras de CDC, registrando saldo de R$ 177,2 bilhões no acumulado do ano. O leasing manteve a pouca expressividade durante 2015, com apenas 2% de participação, enquanto o consórcio correspondeu a 5% e os pagamentos à vista somaram 40% das compras realizadas no ano.

A taxa de inadimplência voltou a subir de forma sistemática para o setor de veículos. Segundo a Anef, o aumento dos atrasos acima de 90 dias nos contratos de pessoa física foi de 0,8 ponto porcentual, alcançando 6,1% no período. No caso de pessoa jurídica, o crescimento é ainda mais expressivo, de 1,1 p.p. sobre 2014, representando 4,5% dos contratos. Em referência à inadimplência da carteira de CDC, foi registrado no período um aumento de 0,2 p.p. para pessoas físicas, totalizando 4,1%, enquanto o percentual na modalidade jurídica subiu 0,8 p.p., chegando aos 4,9%.

Para o segmento de veículos comerciais pesados (caminhões e ônibus) a modalidade Finame registrou 66% de representatividade, seguido por pagamentos à vista com 16% e financiamentos com 15%. O leasing manteve apenas 1% de participação – mesmo nível desde 2013 – atrás da categoria de consórcio que segue a porcentagem de 2%, registrada anualmente desde 2008. Na venda de motocicletas, apenas foram registradas as modalidades de financiamento (33%), consórcio (35%) e compras à vista (33%).

Pelos dados da Anef, as taxas praticadas pelos bancos de montadoras continuaram mais atraentes para o consumidor: com relação a dezembro, a média oferecida foi de 1,77% ao mês e 23,43% ao ano, enquanto a taxa dos bancos independentes passou para 1,9% a.m. e 26% a.a. para pessoa física. O prazo médio dos contratos permaneceu em 42 meses, o mesmo registrado nos últimos dois anos. Os planos máximos oferecidos pelos bancos aos consumidores seguem em 60 meses.



Tags: Crédito, saldo, Anef, inadimplência.

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