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Mercedes fecha PDV com 1.047 adesões e demite 370
Sindicato fará novas mobilização contra as demissões na Mercedes-Benz

Trabalho | 07/09/2016 | 20h00

Mercedes fecha PDV com 1.047 adesões e demite 370

Programa foi prorrogado até dia 7 e não atingiu meta de 1,4 mil demissões

REDAÇÃO AB

Nem mesmo a oferta de pagar R$ 100 mil extras por trabalhador que decidisse deixar a empresa foi suficiente para a Mercedes-Benz atingir a meta de reduzir em 1,4 mil pessoas o excedente na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). A fabricante de veículos comerciais confirmou que o programa de demissão voluntária (PDV) com o valor recorde de indenização foi encerrado na quarta-feira, no plantão aberto no feriado de 7 de setembro, com a adesão de 1.047 pessoas. Com isso, a Mercedes informou que irá demitir cerca de 370 empregados a partir da quinta-feira, 8.

O PDV foi aberto em 24 de agosto, após intensas negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que dessa forma tinha conseguido reverter as 1,87 mil demissões que a Mercedes pretendia fazer a partir de setembro. O acordo fechado entre empresa e trabalhadores prevê a adesão mínima de 1,4 mil ao PDV e estabilidade no emprego para todos os empregados da fábrica do ABC paulista até o fim de 2017. Como o número proposto de cortes não foi atingido até 31 de agosto, prazo inicial de encerramento, o programa foi prorrogado até a segunda-feira, 5, e depois até o feriado da quarta-feira, 7, fechando agora sem também atingir a meta.

“Após o término do programa e devido à necessidade de reduzir o seu quadro de pessoal em pelo menos 1,4 mil pessoas, a empresa confirma o encerramento do contrato de trabalho de cerca de 370 colaboradores que estavam em licença remunerada desde fevereiro deste ano por falta de atividade de trabalho. Com isso, considerando o atingimento da redução necessária, a Mercedes-Benz confirma o compromisso acordado em conceder estabilidade no emprego até dezembro de 2017 para os seus colaboradores na planta de SBC”, informou a montadora na quarta-feira, após o encerramento do PDV. “A companhia informa ainda que aproximadamente 300 empregados, que estavam em licença remunerada, serão chamados de volta ao trabalho em razão de adesão interna ao PDV”, acrescentou a nota.

SINDICATO ACUSA 500 DEMISSÕES

Na terça-feira, 6, o Sindicato dos Metalúrgicos informou que o PDV da Mercedes tinha atingido 1.028 adesões e acusou a companhia de enviar telegramas desde o dia 2 comunicando demissões a cerca de 500 trabalhadores da fábrica de São Bernardo. Em assembleia com a presença dos demitidos na sede da entidade, foi decidido o início de uma mobilização contra as demissões, começando com protesto na porta da fábrica marcado para a manhã desta quinta-feira, 8.

“Tentamos ponderar com a Mercedes que o número atingido pelo PDV, de 1.028 adesões (até a quarta-feira foram 1.047), é próximo à meta de 1,4 mil prevista no acordo que fizemos com a fábrica. A intenção é sensibilizar a direção para não efetivar as demissões e utilizar os mecanismos de flexibilização para gerenciar o que faltou”, afirmou Moisés Selerges, diretor administrativo do sindicato, em comunicado distribuído pela entidade na tarde da terça-feira.

“O acordo que fechamos com a empresa já previa a utilização do layoff para o restante do excedente. Para quem já vai usar o instrumento, sabemos que é possível incluir mais trabalhadores por um período”, afirmou no mesmo comunicado Aroaldo Oliveira da Silva, vice-presidente da entidade e membro da comissão de fábrica da Mercedes.

Ele recordou que desde o início das negociações, em julho, mais de 1,6 mil trabalhadores saíram da empresa voluntariamente: “O primeiro PDV teve 638 adesões. Agora foram mais 1.028. Do excedente apontado pela fábrica, grande parte já foi resolvida. Vamos insistir para que ela agora leve em conta o impacto social das demissões e opte por resolver o restante por layoff ou qualquer outra ferramenta que preserve os empregos”, diz Silva.



Tags: Mercedes-Benz, São Bernardo, trabalho, PDV, demissões, cortes.

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