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Mercado | 19/10/2016 | 17h24

Demanda por turbos crescerá 50% em 5 anos na América do Sul

Honeywell projeta alta impulsionada por veículos leves do Brasil

SUELI REIS, AB

A demanda por turbos deverá crescer 50% nos próximos cinco anos na América do Sul, passando da participação atual de 20% para 30% no período. É com esta projeção que a Honeywell trabalha na região, cuja demanda será impulsionada pelo Brasil, principalmente a partir do segmento de veículos leves. A empresa, fabricante dos turbos Garrett e de sistemas e componentes automotivos, que já fornece para comerciais leves, incluindo picapes, aposta no potencial deste mercado, uma vez que a solução é uma das mais eficientes para alcançar os novos níveis de consumo exigidos pelo Inovar-Auto.

Reforça essa estratégia o fato de que o segmento de comerciais pesados – para o qual a Honeywell tem seu maior mercado de fornecimento – já está todo equipado com turbos. “Nesse sentido, ganhamos fornecimento significativo de projetos de montadoras, tanto de leves quanto de pesados”, revela o presidente e CEO global da Honeywell Transportation Systems, Olivier Rabiller, de passagem pelo Brasil. O executivo, que não revela quais são os novos clientes, acrescenta que a companhia tem capacidade instalada suficiente para atender a demanda atual e o crescimento significativo previsto para os próximos anos, incluindo os novos fornecimentos.

O executivo reforça que o Brasil está seguindo a tendência global de reduzir consumo e emissões. De acordo com as projeções da empresa, em 2020 a demanda global por turbos passará de 33% para 47%, podendo chegar a quase 70% em pouco mais de dez anos.

“O mercado brasileiro deverá rapidamente introduzir novas tecnologias para atender às futuras normas de emissões e eficiência energética da legislação do Inovar-Auto 2. Isso abre um grande potencial de ampliação para as tecnologias, não somente em produtos, como o turbo, mas também em soluções de software, nova e promissora fronteira da Honeywell”, destaca Rabiller.

Mas enquanto a demanda não aquece a empresa buscou alternativas para suportar a queda brusca das vendas de veículos no Brasil, especialmente a de pesados, seu maior nicho de atuação. Entre as ações, foco nas exportações e no mercado de reposição foram as soluções que trouxeram equilíbrio aos negócios. Enquanto nas exportações o eixo não fica muito fora da América do Sul, o aftermarket trouxe novo fôlego.

“Crescemos em participação no aftermarket, o que nos permitiu manter o nível de atividades com relação ao ano passado”, afirma Rabiller.

A divisão dedicada ao mercado de reposição no Brasil, que também serve todo o mercado da América do Sul, aumentou sua operação a partir do investimento que a empresa fez na nova linha de turbos remanufaturados instalada na mesma fábrica de Guarulhos, onde são produzidos os turbos para o mercado original (aqui).



Tags: Honeywell, turbos, mercado, remanufaturados.

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