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GM quer abrir PDV e estender layoff em São José dos Campos
Linha de produção da picape S10 em São José dos Campos: GM quer ampliar afastamento temporário e abrir plano de demissão voluntária

Trabalho | 12/08/2020 | 21h00

GM quer abrir PDV e estender layoff em São José dos Campos

Sindicato irá submeter proposta da empresa aos trabalhadores em assembleia; outras fábricas deverão passar por processo semelhante

REDAÇÃO AB

A General Motors negocia com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) a extensão do layoff (suspensão temporária de contratos de trabalho) e a abertura de um programa de demissão voluntária (PDV) em sua fábrica instalada na cidade do Vale do Paraíba. Segundo a organização sindical, a proposta foi entregue na quarta-feira, 12, e em breve deverá ser submetida à aprovação por votação dos trabalhadores da planta em assembleia ainda a ser marcada.

De acordo com informações do sindicato, a GM emprega 3,8 mil pessoas na fábrica de São José, onde atualmente produz a picape S10, o SUV Trailblazer, além de motores, transmissões e outros componentes. A Fábrica foi totalmente paralisada em 24 de março e a maioria dos funcionários entrou em layoff no início de abril como medida de contenção da pandemia de coronavírus. A planta voltou a operar em 16 de junho com menos da metade dos empregados (1,8 mil). Os demais permaneceram afastados e 360 deles devem regressar ao trabalho nesta quinta-feira, 13.

Agora a empresa quer prorrogar o prazo do afastamento do restante dos funcionários, que terminaria em 12 de setembro, por mais dois meses, até novembro, com garantia de 100% do salário líquido (R$ 1.813 pagos pelo governo e o restante complementado pela empresa). Mas a proposta da empresa, conforme o sindicato, prevê nova extensão do layoff por mais cinco meses se após esse período o mercado automotivo não reagir, mas neste caso a GM arcaria com a íntegra do salário líquido.

Ao mesmo tempo, se for aceita pelos trabalhadores, a proposta da GM inclui a abertura imediata de PDV a trabalhadores de todas as áreas, com indenizações adicionais às verbas rescisórias somente para aqueles que têm mais de três anos de emprego. A partir de quatro anos até 10 anos de casa serão pagos 3,5 salários adicionais e 12 meses de convênio médico. De 11 anos para cima a empresa oferece um carro Onix Joy Black, 18 meses de plano de saúde e vai subindo a indenização extra em meio salário a cada três anos adicionais trabalhados, até sete salários para quem tem acima de 26 anos na empresa. Com 14 anos de trabalho na empresa para cima, o seguro médico é garantido por dois anos.

O Sindicato de São José afirma que colocou na mesa a proposta de estabilidade para todos os trabalhadores. “O Sindicato se mantém na defesa dos empregos, especialmente neste momento tão crítico em que a população está sofrendo as consequências da pandemia. Somos contra qualquer tipo de demissão, inclusive o PDV, mas a decisão cabe aos trabalhadores”, disse em nota o vice-presidente da entidade, Renato Almeida.

Segundo o sindicato de São José, a GM informou que prepara a “adequação de suas plantas”. Procurada, a empresa não confirmou a entrega da proposta, nem se pretende adotar medidas semelhantes em suas outras fábricas no País, como São Caetano do Sul (SP), Gravataí (RS) e Joinville (SC). Em nota pouco elucidativa, apenas informou que desde o início da pandemia vem adotando diversas medidas para “proteger a saúde dos trabalhadores, fornecedores e parceiros, preservar empregos e garantir a sustentabilidade do negócio”, usando para isso mecanismos de “redução de custos, postergação de investimentos, banco de horas, férias coletivas, redução de jornada com redução salarial e layoff”.

“As especificidades de cada operação da GM no Brasil estão sendo tratadas com os respectivos sindicatos”, completa.



Tags: GM, General Motors, trabalho, PDV, demissões, layoff, fábrica, São José dos Campos SP, Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, pandemia, coronavírus, Covid-19.

Comentários

  • Vanessa

    Osindicato deveria lutar melhor pelos funcionários, afinal o sindicato é pago todo mês pra isso, desconta em folha. Deveria ter rodízio dos funcionários, quem tá trabalhando entra agora em leyof, e quem já está faz tempo de leyof volta a trabalhar, seria mais justo!!! Supervisor só chamou pra trabalhar quem é amiguinho, quem não é tá de fora ha 5 meses, sem contar que eles não passam nenhuma informação prós funcionários que estão em leyof há muito tempo.

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