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Veículos elétricos e híbridos são oportunidade para engenharia nacional ganhar protagonismo

Tecnologia | 05/11/2020 | 18h00

Veículos elétricos e híbridos são oportunidade para engenharia nacional ganhar protagonismo

Para acompanhar as demandas e necessidades locais, Bosch investe em desenvolvimentos feitos pelas equipes brasileiras

NATÁLIA SCARABOTTO, PARA MÍDIA LAB AB

Há um consenso no universo da mobilidade: os veículos elétricos são o futuro. Não faltam razões para isso. Entre elas, as novas tecnologias de propulsão oferecem soluções para problemas antigos da mobilidade urbana, como a necessidade de reduzir as emissões de CO2, melhorar a eficiência energética e o custo de uso dos veículos.

No Brasil, este ainda é um mercado nascente, mas o desenvolvimento de soluções locais é uma das grandes apostas dos engenheiros para impulsionar a eletrificação da mobilidade no País. Além, claro, de uma chance e tanto de garantir protagonismo às inovações brasileiras nesta frente.



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Nesse sentido, a engenharia nacional tem grandes oportunidades e desafios. As empresas podem adaptar soluções importadas das matrizes ou criar softwares e tecnologias visando atender especificidades do mercado local. A Bosch, por exemplo, trabalha com uma rede global de desenvolvimento, com um núcleo de inovação e tecnologia que inclui profissionais de diversos países ao redor do mundo. O Brasil é um deles.

Aqui, os centros de engenharia em Campinas e Curitiba trabalham para desenvolver ou localizar software, hardware e serviços para carros elétricos ou eletrificados. Fábio Ferreira, diretor de Produto da divisão Powertrain Solutions da Bosch, fala a respeito:

“A engenharia nacional é essencial para trazer soluções que atendam às necessidades do consumidor local, levando em conta a redução de custos, as características do trânsito, requisitos de segurança para o consumidor, a geografia local e as de matrizes energéticas disponíveis”, afirma.



A empresa avança na oferta de soluções para a eletrificação a partir das demandas e tendência do mercado, investindo no know-how dos engenheiros e trazendo da Alemanha soluções para serem experimentadas e adaptadas aqui.

NO BRASIL, MERCADO DE CARROS ELÉTRICOS AINDA TEM MUITO PARA CRESCER



No Brasil, o avanço da mobilidade eletrificado ainda é tímido se comparado aos mercados mais maduros, como Europa, Estados Unidos e China. Das 2,5% vendas globais de carros puramente elétricos, o Brasil corresponde a apenas 0,01%, segundo a consultoria IHS Markit. Mas a adesão no país está crescendo. De janeiro a outubro do ano passado foram emplacados 7,4 mil veículos elétricos e híbridos, quase o dobro de 2018, segundo dados do Renavam.

Na visão de Alexandre Uchimura, gerente de novos negócios em eletromobilidade da Bosch América Latina, os veículos híbridos flex, uma inovação brasileira, ajudarão a impulsionar a eletrificação da mobilidade no país.

“O Brasil tem a produção e distribuição do etanol, o que impulsiona a utilização de soluções flex. A Bosch trabalha com a tecnologia que combina um motor híbrido e um bicombustível porque acreditamos que nossos produtos precisam ser adaptáveis aos diferentes momentos e necessidades do consumidor”, observa.



Ferreira acrescenta que os veículos pesados não ficarão de fora da revolução da eletromobilidade. Ele lembra que a Bosch é parceira da Volkswagen Caminhões e Ônibus no projeto do e-Delivery, primeiro caminhão 100% elétrico desenvolvido e produzido no Brasil. “É uma iniciativa que está ajudando a evoluir o know-how do nosso time e a aumentar a nossa estrutura para criar soluções mais fortes e locais”, afirma o engenheiro.

Uchimura destaca ainda que o investimento de empresas como a Bosch, que carregam o pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias de mobilidade e têm a confiança do consumidor, é essencial para incentivar o avanço em eletrificação.

“Há muita gente empolgada com a eletrificação, mas outras pessoas também muito céticas. A credibilidade que temos com a segurança dos nossos produtos pode incentivar a confiança das pessoas nos veículos elétricos. Se estamos apostando, é porque temos certeza da confiabilidade e da viabilidade”, avalia.



DIFERENTES NECESSIDADES, DIFERENTES TECNOLOGIAS



A expansão da oferta de carros elétricos representa também uma gama maior de possibilidades para o consumidor final, que ganha novas opções para escolher o veículo mais adequado às suas necessidades. Uchimura conta que o carro híbrido flex traz enorme potencial de economia de combustível para pessoas que circulam muito em centros urbanos, como é o caso de carros de frotas, como de locadoras, de empresas, entre outros.

Para caminhões que fazem entregas dentro das cidades, as aplicações mais indicadas são os motores elétricos ou híbridos, como a tecnologia eCityTruck da Bosch, para eletrificar caminhões, permitindo o acionamento elétrico de baixo ruído e livre de emissões.

Já os veículos pesados que percorrem longas distâncias com pesos e cargas maiores demandam solução diferente. Por isso, a Bosch está desenvolvendo a célula de combustível a hidrogênio para caminhão de grande porte em conjunto com a Nikola – tecnologia que a companhia já vem apresentando ao mercado. Além de novos dispositivos, a empresa também conta com soluções de aplicação e configuração de softwares que garantem melhor uso da propulsão elétrica, sistemas que otimizam o uso do etanol em motores flex; tecnologias para motores diesel Euro 6 e soluções de pós-tratamento. Tudo para acelerar a transição para a mobilidade limpa.



Tags: Bosch, tecnologia, carro elétrico, eletrificação, pesquisa e desenvolvimento, P&D.

Comentários

  • LuísGomes

    Excelenteiniciativa a da Bosch! Porem, infelizmente é uma exceção no Brasil. Todavia, se mesmo após 60 anos ainda consideramos que o mercado nacional ainda é "nascente" podemos concluir que existe algo de errado. Em nosso pais, salvo raras exceções, não temos nenhum desenvolvimento, só aplicações. Mesmo porquê, a grande maioria das industrias são de fora. Não há razão para desenvolver aqui. Não temos muitos atrativos neste sentido. O carro elétrico, já é uma realidade, porem, no Brasil, ainda está muito distante. Uma vez que os custos de toda a cadeia, ainda estão muito distantes do nosso poder aquisitivo.

  • RobertoCamargo

    Umveículo híbrido, flex ou não, não atende a algumas das premissas apresentadas no texto acima: aumentar a eficiencia energética e melhorar o custo de uso do veículo. A complexidade aumentada do sistema para atender ora a combustão ora elétrica, desfaz o preceito de baixar o custo para o consumidor, sem deixar de lado que a eficiencia de motores a combustão nunca superará a elétrica por razões da física. O híbrido, na verdade, serve hoje como um aperitivo do que será o elétrico, quando tiver custos mais próximos ao dos carros convencionais atuais. A medida que o custo das baterias reduzam esse distanciamento com o consumidor, naturalmente os hibridos sairão de cena, ficando restritos a alguns nichos em que essa complexidade possa justificar. E isso não tardará a acontecer, pois as empresas já estão anunciando queda de 30% no custo dos veículos elétricos de dois a três anos, o que já começa a tornar o elétrico competitivo com o a combustão interna em muitos mercados.

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