Automotive Business
  
News Mobility Now

Notícias

Ver todas as notícias
Volvo prevê forte expansão de 40% nas vendas de caminhões pesados e semipesados na América Latina
Modelo FH da Volvo: linha de caminhões pesados mais vendidos no Brasil em 2020

Indústria | 09/02/2021 | 20h30

Volvo prevê forte expansão de 40% nas vendas de caminhões pesados e semipesados na América Latina

Brasil deve puxar crescimento em 2021; fabricante tem filas de espera de 3 a 5 meses

PEDRO KUTNEY, AB

O impacto da pandemia de coronavírus na operação de caminhões da Volvo no Brasil e na América Latina poderia ter sido de uma gripe leve, não fosse a paralisação da produção na fábrica de Curitiba (PR) por mais de um mês e a desorganização provocada na cadeia de suprimentos, que restringiu as entregas diante de retomada do mercado muito rápida, alongando a carteira de pedidos por esperas de três a cinco meses, dependendo do modelo do veículo. Com essa extensa fila de clientes, expectativa de crescimento econômico e vacinação no horizonte, a Volvo projeta um ano de forte expansão na região, com alta em torno de 40% na venda de modelos pesados e semipesados, ainda que o cenário seja de algumas incertezas.





Em 2020 as vendas de caminhões da Volvo na América Latina caíram 13% na comparação com 2019. O Brasil, maior mercado da região e segundo maior do grupo sueco no mundo, reduziu bastante a intensidade do tombo com a menor queda regional, de 11%, com quase 15 mil unidades vendidas, enquanto outros países como Peru (-29%), Argentina (-25%)e Chile (-14%) registraram desempenho pior com volumes muito menores, entre 800 e 1 mil veículos em cada mercado no ano.

Com o resultado acima da média dos demais países da região, o Brasil aumentou para 80% sua participação nas vendas da Volvo na América Latina. “O resultado de 2020 é pode ser considerado bom diante da situação que vivemos. O mercado brasileiro [de caminhões] foi o que menos sofreu na região e estamos otimistas, vemos condições que sustentam o crescimento no País, como juros baixos e expansão do agronegócio, construção civil, mineração e obras de infraestrutura. Mas ainda continuamos a enfrentar os efeitos da pandemia, o momento é de volatilidade e exige atenção, com incertezas aliadas a problemas econômicos que já existiam no período pré-pandemia. Além disso, a cadeia de fornecedores também enfrenta perturbações que podem limitar a produção”, pondera Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina.

“O momento é como estar voando no melhor e mais moderno avião, com a tripulação preparada e muito atenta, mas o céu não é de brigadeiro, esse voo está sujeito a turbulências e desvios de rota”, avalia Wilson Lirmann.



O executivo destaca que apesar do cenário adverso a empresa continuou a entregar resultados positivos, o que confirmou os planos de investimento na região de R$ 1 bilhão no período 2020-2023. Os a´portes serão direcionados ao desenvolvimento de novos produtos e serviços.

BONS RESULTADOS EM 2020



Em 2020 a Volvo perdeu para a Mercedes-Benz a liderança do mercado de caminhões pesados no mercado brasileiro e anotou queda de vendas entre os modelos semipesados – os dois únicos segmentos que atua. Segundo explica Alcides Cavalcanti, diretor executivo da divisão de caminhões da empresa no Brasil, o resultado negativo não foi por falta de clientes, mas de produtos.

“Em oito dos últimos 12 anos a Volvo liderou as vendas de caminhões pesados no Brasil, mas em 2020 não conseguimos atender todos os pedidos. Temos uma carteira robusta a entregar nos próximos meses e deveremos recuperar terreno”, avalia Cavalcanti.

O executivo avalia que dentro das possibilidades a Volvo conseguiu algumas conquistas importantes em 2020, incluindo a inauguração de três novas revendas que fizeram a rede da marca alcançar 100 concessionárias no País.

Com 5.870 emplacamentos o FH 540, maior e mais caro modelo da marca no País, foi novamente o caminhão mais vendido do mercado brasileiro no ano passado entre todas as categorias acima de 3,5 toneladas de PBT; enquanto o “irmão menor” FH 460, com 3.936 unidades emplacadas, foi o terceiro mais vendido e o vice-líder entre os modelos pesados. Com isso, a marca obteve participação de 29% no segmento.

Também ajudou o bom desempenho da linha VM de semipesados e pesados, ao registrar 3.530 emplacamentos e crescimento de 24% sobre 2019, graças ao lançamento de novas versões pesadas de 32 toneladas 8x4, 8x2 e 6x4. “Perdemos participação no segmento de semipesados porque tivemos mais vendas de VM pesados”, explica Cavalcanti.

Outro foco de crescimento em 2020 foi a expansão 34% nas vendas de caminhões vocacionais, com 1.825 veículos vendidos especialmente preparados para aplicações severas como colheita de cana, construção civil e mineração. Esses modelos representaram 12% dos negócios da Volvo no Brasil no ano passado e Cavalcanti avalia que a tendência é de novo avanço em 2021.

Também houve significativo incremento de negócios no setor de pós-vendas. As vendas de peças avançaram 9% no ano, enquanto o mercado caiu 4%. Perto de 80% dos caminhões vendidos já saem atualmente da concessionária amarrados a planos de manutenção, que atingiram a cobertura recorde de 27 mil veículos.

Por fim, a operação de vendas de caminhões seminovos da Volvo disparou em 2020, registrando recorde histórico de 1.592 veículos negociados.



Tags: Volvo, caminhões, pesados, semipesados, América Latina, Brasil, resultado 2020, projeção 2021, agronegócio, mineração, construção civil, pandemia, coronavírus, Covid-19.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

Mobility Now