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Nissan prevê crescer acima da média do mercado em 2021
A fábrica de Resende (RJ) é uma das cinco no mundo que produzem o Kicks

Mercado | 26/02/2021 | 14h19

Nissan prevê crescer acima da média do mercado em 2021

Expectativa é baseada no bom desempenho do novo Versa, da picape Frontier e, principalmente, do Kicks reestilizado lançado agora

WILSON TOUME, PARA AB

Durante a apresentação virtual do novo Kicks, Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, afirmou que a marca planeja obter crescimento acima da média do mercado, chegando a 20% no ano fiscal (abril a março) 2021-2022 (a Anfavea prevê que o setor registrará alta de 15% no ano). A expectativa de bom desempenho é baseada principalmente nas vendas dos modelos Versa e Frontier, além do crossover reestilizado que começa a ser vendido em março.





O objetivo da montadora com o novo Kicks é chegar a 50 mil unidades comercializadas daqui a um ano – no ano passado, de acordo com a Fenabrave, a Nissan emplacou cerca de 61 mil veículos, com o crossover respondendo por mais da metade (36,4 mil) deste total.

Segundo executivos da empresa, essa produção garante uma certa tranquilidade com relação ao futuro da fábrica de Resende (RJ), que atualmente opera em turno único fabricando Versa V-Drive (versão antiga do sedã) e Kicks – sendo que este também é exportado para oito países da América Latina, com destaque para Argentina e Chile (o Brasil é um dos cinco países nos quais o modelo é produzido em todo o mundo). Além disso, o presidente da Nissan do Brasil lembrou que a empresa investiu R$ 100 milhões para receber o projeto do novo Kicks.

Marco Silva também comentou sobre a falta de insumos e de componentes e como isso vem prejudicando a produção do setor automotivo nacional. “O problema com os semicondutores é geral e também afeta a indústria automotiva, assim como a falta de aço; estamos trabalhando em conjunto com nossa cadeia de fornecedores para minimizar esses transtornos”, afirmou o dirigente. “Em muitos casos, estamos usando até transporte aéreo para solucionar os atrasos, e é claro que isso vai ter um impacto no preço final do carro, não tem jeito”, reconheceu.

Sobre as reuniões que o governo do Estado do Rio de Janeiro realizou com as fabricantes com o intuito de garantir a manutenção das fábricas no Polo Automotivo do Alto Paraíba, a Nissan confirmou o encontro, mas garantiu que não houve nada além da visita, e que segue comprometida em seguir produzindo no País.

Tiago Castro, diretor de vendas e marketing da Nissan do Brasil, afirmou que o objetivo é aumentar a participação de mercado da marca, passando dos atuais 2,9% para 3,4% nos próximos 12 meses. “No início do ano já conseguimos ter 3,4% de market share, observamos um crescimento vindo da picape Frontier e do novo Versa, e acreditamos que com o novo Kicks, conseguiremos crescer ainda mais, vamos atrás desse meio ponto porcentual”, declarou.

Quanto à estratégia de lançar o novo Kicks sem reajustar os preços, Castro foi transparente: “É importante para a marca gerar atração nesse momento, fazer com que o cliente vá até a concessionária e conheça o carro de perto, dirija e perceba as diferenças que o novo Kicks possui”, disse. “Temos a oportunidade de lançar um novo modelo no momento em que o mercado está voltando a crescer, então precisar trabalhar bem esse produto e é o que estamos fazendo”, afirmou. A expectativa é que as versões mais caras (Advance e Exclusive) detenham, cada uma, 40% das vendas do novo Kicks, com a Sense – manual e CVT – ficando com 20% do total.



Tags: Mercado, Nissan do Brasil, Kicks, projeção, produção, expectativa de vendas, fábrica, Resende, Marco Silva, Tiago Castro.

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