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Renault também enfrenta falta de eletrônicos no Brasil
Fábrica da Renault no Paraná: falta de semicondutores pode paralisar produção

Indústria | 01/03/2021 | 16h00

Renault também enfrenta falta de eletrônicos no Brasil

Empresa diz que até agora o impacto foi pequeno, não descarta paralisações e mantém projeção de crescimento este ano

PEDRO KUTNEY, AB

A Renault confirma que também enfrenta atrasos nas entregas de suprimentos de componentes eletrônicos na fábrica de São José dos Pinhais (PR), causada pela escassez global de semicondutores (chips) usados na produção de processadores e módulos que controlam diversas funções dos veículos. O problema já provocou a paralisação temporária das linhas de montagem por dois dias em fevereiro. Embora a operação esteja funcionando normalmente no momento, a empresa informa que o gerenciamento do gargalo de suprimentos em falta é diário e não descarta novas interrupções.





“A escassez de semicondutores é global, afeta toda a indústria automotiva. O Grupo Renault estima a normalização do fornecimento só no segundo semestre e que isso coloca em risco a produção de 100 mil veículos para a empresa globalmente. Nós no Brasil até agora tivemos impacto pequeno, mas [o problema] vai chegar”, informou Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil.

Diversas fábricas no mundo estão sendo afetadas pelo mesmo problema, que já atinge plantas no Brasil também. Na semana passada a GM anunciou a paralisação durante março inteiro da linha de produção do Onix em Gravataí (RS), enquanto a Honda interrompe esta semana a fabricação do Civic em Sumaré (SP).

Gondo explica que não é apenas um problema de falta de semicondutores, mas também da logística global afetada pela pandemia de coronavírus, já que quase a totalidade de componentes eletrônicos usados pela indústria automotiva no Brasil vem de fora. Gondo conta que têm sido constantes os atrasos de navios vindos de países como a Índia, o que provoca a perda do agendamento para atracamento nos portos, causando ainda mais demora nas entregas de componentes importados. “Como temos poucos dias de estoque, qualquer atraso de dois ou três dias pode provocar a paralisação da produção aqui”, aponta.

Segundo Gondo, a área de compras vem fazendo o monitoramento e gerenciamento constante dos suprimentos para evitar interrupções das linhas de montagem. “Não programamos nenhuma paralisação, estamos controlando o dia-a-dia”, diz. Atualmente a fábrica de São José dos Pinhais opera em dois turnos completos com 6,5 mil empregados. linha tem capacidade para produzir 60 carros/hora, perto de mil por dia com dois períodos de operação, mas atualmente opera abaixo do potencial tanto pela retração do mercado como pela redução do ritmo imposta pela pandemia, para seguir protocolos de distanciamento e higiene para evitar o contágio pela Covid-19.

O executivo anunciou na segunda-feira, 1º, um novo programa de investimento de R$ 1,1 bilhão no País, para renovação de cinco produtos e introdução de versões com motor turbo até o primeiro semestre de 2022 (leia aqui). Segundo ele, a atual limitação da produção por escassez de suprimentos não deve afetar o plano.

Gondo avalia que a retração das vendas no primeiro bimestre já era esperada e está em linha com a projeção da empresa, que estima mercado de 2,3 milhões de veículos este ano no Brasil, em crescimento de 15% sobre 2020 – a mesma previsão da Anfavea, a associação dos fabricantes. A Renault espera avançar nessa mesma proporção.



Tags: Renault, suprimentos, compras, eletrônicos, semicondutores, indústria, fábrica, pandemia, coronavírus, Covid-19.

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