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Produção de caminhões cresce 25% no bimestre para recompor estoques

Indústria | 05/03/2021 | 17h00

Produção de caminhões cresce 25% no bimestre para recompor estoques

Montadoras produziram 20,4 mil unidades no período, a maioria dos segmentos pesado e semipesado

MÁRIO CURCIO, PARA AB

A produção de caminhões em fevereiro somou 11,8 mil unidades, anotando alta de 37,9% sobre janeiro e de 29,3% na comparação com fevereiro do ano passado. No bimestre foram montados no Brasil 20,4 mil veículos comerciais pesados de carga, volume 24,9% superior ao mesmo período de 2020. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 5, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“O número foi expressivo em fevereiro porque algumas empresas trabalharam normalmente no carnaval. Outro motivo é a tentativa de recompor estoques”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Marco Saltini.



Os veículos maiores favorecem os números do setor. Os caminhões pesados tiveram 9,7 mil unidades montadas, 14,3% a mais que no primeiro bimestre do ano passado. Os semipesados somaram 6,1 mil, aumento de 42,9%. O mercado interno tem ajudado: “Esses dois segmentos respondem por mais de 70% das vendas totais no Brasil. E se considerarmos só os pesados são mais de 50%. Os produtos agrícolas têm puxado o negócio de caminhões”, diz Saltini.

Esse momento favorável levou as montadoras a contratar. Segundo a Anfavea, a indústria automobilística ampliou seu quadro em cerca de 1,3 mil trabalhadores em fevereiro. A maioria foi nas fábricas de caminhões.

EXPORTAÇÕES CRESCEM 86% NO BIMESTRE



Em fevereiro as montadoras exportaram 1.958 caminhões. O total é 42,9% mais alto que o de janeiro e 118,3% maior que o de fevereiro do ano passado. No bimestre foram enviadas 3,3 mil unidades, 85,9% a mais que em iguais meses do ano passado. Essa alta teve impacto visível na análise da exportação em valores.

No primeiro bimestre de 2020 a indústria enviou (na soma de veículos leves e pesados) 58,2 mil unidades e faturou US$ 919 milhões. Nestes dois meses de 2021 foram 58,1 mil unidades, com faturamento de US$ 1,06 bilhão (15,9% a mais). “Isso ocorreu pela mudança do mix de produtos exportados, já que os caminhões têm maior valor agregado”, recorda o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

MERCADO INTERNO ANOTA ALTA DE 11,8%



Em fevereiro chegaram às ruas e estradas do País 7,8 mil novos caminhões. Esse total é 3,2% melhor que o de janeiro e 21,4% mais alto que o anotado em fevereiro do ano passado. No acumulado do ano foram licenciadas 15,3 mil unidades. “Está indo dentro do que imaginamos. Deveremos ter os meses oscilando entre 7,5 mil e 8,5 mil emplacamentos”, diz Saltini.

Quase todos os segmentos de caminhões tiveram crescimento de vendas no bimestre, ajudados não só pelo agronegócio mas também pelo varejo e comércio eletrônico. Os semileves anotaram alta de 25% e os médios, 9,1%. Os semipesados registraram a maior alta no período, 25,4%. O segmento leve ficou estável, repetindo o volume de 1,5 mil unidades anotado no primeiro bimestre de 2020.

Durante a apresentação dos números de fevereiro, a direção da Anfavea trouxe de volta o tema renovação de frota à mesa: “Na nossa visão, em vez de uma medida temporária [como a redução do imposto sobre o diesel] seria melhor uma mudança estrutural, como um programa de renovação de frota para caminhoneiros autônomos”, diz Moraes, presidente da entidade.

A Anfavea citou que os recursos para isso poderiam vir da Petrobrás, por exemplo, para a retirada de circulação de caminhões com 20 ou mais anos de uso. “Isso também ajudaria a reduzir parte do custo Brasil com a utilização de veículos mais econômicos, confiáveis, seguros e menos poluentes”, conclui Moraes.



- Faça aqui o download dos dados da Anfavea sobre o desempenho da indústria no primeiro bimestre de 2021
- Veja outras estatísticas em AB Inteligência





Tags: Caminhões, Anfavea, Marco Saltini, Luiz Carlos Moraes, produção, exportações, renovação de frota, caminhoneiros autônomos, mercado interno.

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