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Produção de motos no primeiro bimestre é a pior em 21 anos

Indústria | 11/03/2021 | 17h55

Produção de motos no primeiro bimestre é a pior em 21 anos

Limitados pelo avanço da Covid-19, fabricantes produziram 43% menos que em 2020

MÁRIO CURCIO, PARA AB

A produção de motos em fevereiro somou pouco mais de 58 mil unidades, volume 8,2% mais alto que o de janeiro, mas 38,6% mais baixo que o de fevereiro do ano passado. O bimestre teve apenas 111,6 mil motocicletas montadas, o pior resultado para o período desde o ano 2000. Na comparação com iguais meses do ano passado, a queda é de 42,7%. Os números são da Abraciclo, entidade que reúne fabricantes de motos e bicicletas.

As empresas do setor se concentram em Manaus (AM) e por isso foram forçadas a parar ou reduzir o ritmo, adequando seus turnos de produção desde janeiro por causa do avanço do coronavírus e do toque de recolher implantado pelo Estado do Amazonas.

“Essas medidas impediram que as fábricas mantivessem a curva crescente de produção registrada nos últimos meses de 2020”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.



A associação espera recuperar a produção plena a partir de março e com isso reduzir uma fila de espera que surgiu no primeiro semestre de 2020 (com as paralisações a partir de março por causa da Covid-19) e que ganhou corpo durante o ano por falta de componentes. Com a nova queda da produção desde janeiro, essa demanda reprimida estaria em 150 mil unidades ou mais (leia aqui).. A maioria desses clientes procura motos de baixa cilindrada para os serviços de entrega, que cresceram com a pandemia.

Também por causa da baixa produção, as vendas no atacado (das fábricas para as concessionárias) recuaram 45,6% ante o primeiro bimestre do ano passado. Foram entregues pouco mais 100 mil unidades em todo o período. A soma dessas vendas de janeiro e fevereiro é menor que os resultados anotados apenas em setembro (100,6 mil motos) ou novembro (101,9 mil) de 2020.

EXPORTAÇÕES CRESCEM 66,8%



Neste primeiro bimestre, as fábricas instaladas em Manaus enviaram ao exterior 6,8 mil motos. O volume foi 66,8% maior que o de iguais meses do ano passado. O crescimento parece expressivo, mas ocorre sobre uma base muito pequena, já que as exportações de motos estavam prejudicadas no começo do ano passado pela crise argentina. Os Estados Unidos são hoje o principal comprador de motos brasileiras. Eles absorveram 36,6% dos embarques neste começo de ano.

FALTA DE MOTOS DERRUBA EMPLACAMENTOS



Os licenciamentos no primeiro bimestre tiveram 143,3 mil motocicletas, recuando 16,5% na comparação com iguais meses de 2020. Foi o pior resultado para o período desde 2018 (leia aqui). A análise isolada de fevereiro mostra que o mês teve apenas 57,4 mil motos lacradas, o menor volume mensal desde junho do ano passado.



Tags: Produção, motos, motocicletas, bicicletas, Abraciclo, Marcos Fermanian, vendas no atacado, exportações, emplacamentos, coronavírus, Covid-19.

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