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Honda se junta a Toyota e Renault e também vai parar produção em suas fábricas
Fábrica da Toyota em Sorocaba, onde é produzido o Yaris, vai parar até o dia 5 de abril

COVID-19 | 25/03/2021 | 17h40

Honda se junta a Toyota e Renault e também vai parar produção em suas fábricas

Medidas foram tomadas para ajudar a conter o novo avanço da Covid-19 e também pela falta de insumos. Confira como fica a situação de 17 montadoras no Brasil

REDAÇÃO AB

A Honda é a mais recente montadora a aderir à suspensão do funcionamento de suas fábricas para ajudar no combate ao novo avanço da Covid-19. A empresa anunciou na sexta-feira, 26, que decidiu parar suas linhas de produção de automóveis nas unidades de Sumaré e Itirapina, ambas em São Paulo, entre 30 de março e 9 de abril. A retomada está prevista para 12 de abril.

Ela se junta a Toyota e Renault, que anunciaram no fim da tarde de quinta-feira, 25, que também parariam. No caso da Toyota, inicialmente a medida foi tomada para se adequar à antecipação de diversos feriados decretada pela prefeitura de São Bernardo do Campo, mas logo depois a empresa decidiu estender a paralisação para as demais instalações. Ambas retornam às atividades no dia 5 de abril (exceto a unidade da Toyota em Indaiatuba, que será no dia 6).

Já a Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou, também na quinta-feira, 25, que vai interromper a produção em sua fábrica de Resende (RJ), entre os dias 29 de março e 4 de abril. Além de contribuir com o combate ao novo avanço da Covid-19, a paralisação das atividades vai ocorrer também devido à “situação crítica de desabastecimento de peças”, explicou a empresa em comunicado.

Com isso, até o momento, sete fabricantes comunicaram a suspensão temporária ou redução de suas atividades fabris no Brasil. A Nissan anunciou na quarta-feira, 24, que vai suspender temporariamente as operações em sua fábrica localizada em Resende (RJ), concedendo férias coletivas aos colaboradores da unidade entre os dias 26 de março e 9 de abril, com a produção sendo retomada no dia 12 de abril.

A Mercedes-Benz confirmou na terça-feira, 23, a interrupção temporária das atividades de suas fábricas em São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), enquanto Volkswagen e Scania já haviam anunciado interrupção antes, enquanto a Volvo reduziu o ritmo de produção. No caso da Mercedes-Benz, a suspensão começa a vigorar no dia 26 de março com retorno previsto para o dia 5 de abril. A partir dessa data, a empresa vai conceder férias coletivas para grupos alternados de funcionários, de acordo com o planejamento das fábricas, o que vai permitir à empresa manter protocolos de distanciamento físico.

Confira a seguir como está a situação de cada montadora, até o momento:

BMW: a empresa informou que a fábrica de Araquari (SC) realocará sua produção do dia 1º de abril (quinta-feira) para sábado, 24 de abril em função do atraso logístico causado por conta do mau tempo. Assim, a fábrica vai ficar fechada entre os dias 1 e 5 de abril (contando os feriados de Sexta-feira Santa, 2 de abril, e do aniversário de Araquari, 5 de abril). O retorno à produção acontece no dia 6 de abril.

DAF: a empresa respondeu que “não vai se posicionar sobre o assunto”.

GENERAL MOTORS: fábrica de Gravataí (RS) parada por falta de insumos (semicondutores). Unidades de Joinville (SC), São Caetano do Sul e São José dos Campos, ambas em São Paulo) seguem trabalhando normalmente.

GRUPO CAOA: fábrica de Jacareí (SP), onde são montados alguns modelos da Caoa Chery, não tem previsão de suspender suas atividades. A empresa informou que a unidade não enfrenta falta de peças e segue acompanhando as recomendações e medidas dos órgãos públicos em relação à pandemia de Covid-19. Já a fábrica de Anápolis (GO), que produz veículos da Hyundai e da Caoa Chery não enviou resposta até o momento.

GRUPO STELLANTIS: até o momento, todas as fábricas do grupo (Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën) – Porto Real (RJ), Betim (MG) e Goiana (PE) – seguem produzindo.

HONDA: decidiu apenas na sexta, 26, que pararia suas linhas de produção de automóveis nas unidades de Sumaré e Itirapina, ambas em São Paulo, entre 30 de março e 9 de abril. A retomada está prevista para 12 de abril.

HYUNDAI BRASIL: informou na sexta, 26, que vai parar a produção na fábrica de Piracicaba (SP) de 29 de março a 4 de abril em apoio às medidas locais anunciadas contra a Covid-19.

JAGUAR LAND ROVER: a fábrica de Itatiaia (RJ) segue operando normalmente, com reforço nas medidas de higiene e de segurança implementadas. Os responsáveis pela planta informaram que monitoram a evolução da pandemia.

MERCEDES-BENZ: vai suspender as operações das fábricas de São Bernardo do Campo (SP) e de Juiz de Fora (MG entre os dias 26 de março e 5 de abril.

MITSUBISHI: informou que, por enquanto, a produção na fábrica de Catalão (GO) segue normal.

NISSAN: vai adotar férias coletivas em sua fábrica de Resende (RJ), entre os dias 26 de março e 9 de abril, com a produção sendo retomada no dia 12 de abril.

RENAULT: empresa suspendeu a produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR) a partir de 29/3 e só retornará no dia 5 e disse que "os dias não trabalhados serão compensados oportunamente".

SCANIA: vai suspender a produção na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) entre os dias 26 de março e 4 de abril.

TOYOTA: inicialmente, a empresa informou que vai seguir a recomendação de diversas prefeituras e antecipar os feriados entre os dias 26 de março e 4 de abril, com o retorno às atividades no dia 5 de abril. Com isso, as fábricas de Porto Feliz, São Bernardo do Campo e Sorocaba vão ficar fechadas durante o período, exceto a unidade de Indaiatuba, que retorna no dia 6.

VOLKSWAGEN: primeira montadora a anunciar a paralisação temporária, por conta do aumento nos casos de Covid-19, vai interromper suas atividades nas três unidades que possui no País (São Bernardo do Campo e Taubaté, em São Paulo e São José dos Pinhais, no Paraná) entre os dias 24 de março e 5 de abril.

VW CAMINHÕES E ÔNIBUS: produção na fábrica de Resende (RJ) será interrompida entre os dias 29 de março e 4 de abril.

VOLVO: a fábrica de Curitiba está operando com capacidade de produção reduzida em 70% desde o dia 23 de março, por conta da falta de semicondutores e também para ajudar no combate ao novo avanço da pandemia. A medida, que impactou 2 mil dos 3,7 mil colaboradores que a empresa possui, está prevista para durar até o fim de março.

Seguiremos atualizando a situação das montadoras nos próximos dias. Acompanhe a atualização desta reportagem



Tags: Covid-19, pandemia, montadoras, fábricas, interrupção, suspensão, produção, insumos, componentes.

Comentários

  • FranciscoAssis

    Medidasacertadas na minha opinião, pois precisamos proteger a vidas das pessoas. O momento é extremamente complicado!

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