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ZF investe em inovação e se prepara para a retomada

Cenários 2021 | 27/04/2021 | 14h30

ZF investe em inovação e se prepara para a retomada

Companhia aposta em esforço coletivo e cooperação na cadeia de valor

PAULO RICARDO BRAGA, AB

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“Estamos em um momento que demanda resiliência e uma estratégia robusta das empresas para manter seus negócios sustentáveis. Com tantos desafios, é importante permanecermos alinhados com nossos clientes e fornecedores, e o diálogo tem sido fundamental nesse processo”, afirma Carlos Delich, presidente da ZF América do Sul.



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“Participamos de uma indústria altamente competitiva e volátil, porém caracterizada por muita confiança entre as partes. Com a ZF e seus parceiros sempre foi assim, e entendemos que as superações dos desafios de hoje e de amanhã dependem desta cooperação”, completa. Ele entende que, especialmente para este ano, há uma grande expectativa de imunização progressiva da população e isso sem dúvidas ajudará a transformar a conjuntura atual, tanto aqui como em todo o mundo, para mais positiva e promissora.

Desde o início da pandemia, houve um período de interrupção de produção da ZF, entre abril e maio do ano passado. Foram semanas dedicadas à adaptação e necessidades impostas pela nova realidade, com adoção de protocolos e medidas de saúde e segurança reforçadas para os colaboradores.

Na sequência deste período, foram retomadas as atividades, sempre alinhadas às demandas dos clientes. “Foram tempos bem desafiadores, principalmente em 2020. Apesar disso, nessa época, a nossa estrutura pouco foi afetada. Isso graças às medidas de auxílio estendidas pelo governo, como a redução de jornadas e suspensão temporária de contratos, que nos trouxeram a flexibilidade necessária para o momento”, lembra Delich.

Nos últimos meses, também incentivada pelas perspectivas relacionadas à vacinação e ao melhor desempenho do mercado, a ZF retomou os processos de contratação. Agora, com a falta de insumos e parada de algumas montadoras, está avaliando medidas temporárias que poderão ser tomadas para ajustar a capacidade com a demanda dos clientes.

ESCASSEZ DE INSUMOS



A falta de insumos afeta toda a indústria automotiva, não só no Brasil, mas em todo o mundo e a questão de componentes eletrônicos é a mais crítica no momento. A ZF aponta dialogas diariamente com fornecedores e clientes sobre o assunto para tentar minimizar ao máximo os impactos na produção e entrega, mas sabe que se trata de algo sistêmico.

Além disso, como há excesso de demanda para pouca oferta, diversos itens sofreram pesados reajustes, como aços e resinas, por exemplo. Papelão, para embalagens, também está em falta.

“Nos casos mais simples buscamos alternativas, olhando para dentro de casa. Fizemos adaptações e até, com criatividade, reutilizamos materiais de embalagem, o que evitou possíveis atrasos de entrega atreladas à falta do produto”, diz Delich.



RESULTADOS



O Grupo ZF divulgou seus resultados financeiros de 2020 no começo de março. Os dados são de vendas consolidadas de € 32,6 bilhões para todo o grupo, uma queda de 11% em relação ao ano anterior. O desempenho no segundo semestre foi considerado ótimo pela corporação.

Para 2021 a ZF toma por base as projeções de vendas feitas pela Anfavea, entidade que representa as montadoras. Assim, trabalha com uma expansão média no Brasil de 15% em vendas de veículos, considerando uma média para veículos leves, comerciais e industriais.

Em termos de produção, neste ano é prevista uma média de 18% de crescimento, sendo que veículos leves possuem o aumento mais representativo. No entanto, a empresa reconhece que tais projeções são revistas a todo momento e podem ser alteradas de acordo com a evolução do mercado. Variáveis correntes como a situação de componentes eletrônicos, bem como efeitos prolongados da pandemia, podem fazer com que os números sejam mais conservadores.

No geral, a ZF não espera que o mercado se recupere para os níveis de 2019 nos próximos três anos em termos globais. Isso se aplica a carros de passeio e veículos comerciais.

O Grupo ZF investiu 7,3% do faturamento em P&D em 2019 e, em 2020, este índice aumentou para 7,7%. “O investimento constante é uma prática que nos permite estar sempre um passo à frente em inovações tecnológicas quando o assunto é mobilidade, e certamente não temos intenções de paralisar nossos investimentos. Temos alguns projetos previstos e que serão divulgados em momento oportuno”, anuncia Delich.

NÃO É HORA DE INTERROMPER A INOVAÇÃO



A companhia também garante que, mesmo diante da situação de emergência imposta pela pandemia, não congelou projetos de inovação. Delich fala a respeito: “Somos uma empresa global com filosofia de rápida transferência tecnológica e aplicações de patentes em todo o mundo. Aqui no Brasil não é diferente. Nossos times de engenharia estão sempre atentos às possibilidades de inovação de produtos e processos como um todo, de acordo com as necessidades locais dos clientes. Assim, temos aplicações recentes e patentes vigentes para diferentes linhas de produto com as quais trabalhamos localmente”.

Ele esclarece que a região é considerada centro de competência global para eixos agrícolas. “Desta forma, somos referência no desenvolvimento deste produto e facilitadores de inovações e projetos com potencial de patentes para todo o grupo”, diz.

O presidente da ZF considera que a empresa passa por uma situação absolutamente atípica. Isso tem incrementado ainda mais o diálogo, tanto com os fornecedores como também com os clientes. “O que tenho observado é uma grande parceria diante dos problemas que afligem toda a cadeia automotiva”, afirma, garantindo que há décadas a ZF mantém um ótimo relacionamento com seus parceiros na região. “Isso faz com que tenhamos cooperação, colaboração e confiança mútua diante da situação atual. E é desta maneira que certamente vamos superar mais esta crise”, completa.

ROTA 2030 É QUASE PASSADO - MOMENTO É PROPÍCIO AO ROTA 2050



Delich admite que estamos diante de um atraso do programa Rota 2030 e lembra que Anfavea e governo conversam sobre um possível Rota 2050. A busca é por um plano mais abrangente e de longo prazo.

“É importante que os envolvidos permaneçam atentos à importância estratégica do setor automotivo nacional e da necessidade de torná-lo atrativo e condizente com as demandas do mercado e da sociedade. Portanto, a expectativa da ZF é de que as metas estabelecidas avancem”, observa.



O presidente da ZF garante que a engenharia automotiva nacional é reconhecidamente muito criativa e valorizada em todo o mundo e recorda que os engenheiros brasileiros desenvolveram pioneiramente o motor movido a álcool há mais de 45 anos. No que se refere a emissões, como uma alternativa local, ele entende que os biocombustíveis compõem uma opção muito interessante, principalmente aliada a tecnologias de eletrificação.

Para ele, o Brasil tem tradição e experiência no desenvolvimento de soluções tecnológicas eficientes como opções interessantes e aplicáveis ao combustível fóssil. “A ZF suportou e continuará apoiando todos esses avanços tecnológicos brasileiros no sentido de uma mobilidade mais segura e amigável ao meio-ambiente”, conclui.



Tags: Zf, Carlos Delich, fornecedores, tecnologia, Rota 2030, indústria automotiva, setor automotivo, Cenários para a Indústria Automobilística.

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