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Armstrong volta à Ford América do Sul para fechar fábricas no Brasil
Steven Armstrong será o responsável pela conclusão da reestruturação da Ford na América do Sul

Indústria | 28/04/2021 | 19h37

Armstrong volta à Ford América do Sul para fechar fábricas no Brasil

Executivo vai coordenar reestruturação na região. Daniel Justo assume a presidência da empresa no lugar de Lyle Watters, que assumirá posto na China

REDAÇÃO AB

O inglês Steven Armstrong, que foi presidente da Ford Brasil de 2012 até 2016, quando foi substituído por Lyle Watters, está de volta à América do Sul, desta vez designado para coordenar a reestruturação da empresa na região, que envolve o fechamento de três fábricas brasileiras (Taubaté, Camaçari e Horizonte/Troller) e pagamentos de indenizações a 5 mil funcionários demitidos, centenas de fornecedores e concessionários, que segundo estimativa da própria companhia vão somar US$ 4,1 bilhões. Segundo comunicado divulgado na quarta-feira, 28, Armstrong assume seu novo posto já no próximo sábado, 1º de maio.

Na mesma data, o brasileiro Daniel Justo, atual chefe de finanças (CFO) da Ford América do Sul, passa a ser o novo presidente da empresa no Brasil e região, reportando-se a Armstrong e substituindo Lyle Watters, que a partir de 1º de julho assumirá o recém-criado cargo de diretor geral da divisão de veículos de passageiros da fabricante na China – coincidentemente, o mesmo país onde Armstrong estava há 18 meses, no comando da joint-venture Changan Ford.

Em sua nova posição, de acordo com o comunicado da empresa Armstrong será o responsável por “avaliar a conclusão da reestruturação dos negócios da Ford na América do Sul”, o que além do fechamento de fábricas no Brasil envolve a instalação de uma linha de montagem do utilitário Transit no Uruguai e a continuidade das operações da fábrica na Argentina, que segue produzindo a picape Ranger. O inglês também vai liderar a análise de alocação de capital pela companhia na Índia. O executivo vai se reportar a Kumar Galhotra, presidente do grupo de mercados internacionais e Américas, e a Dianne Craig, que se tornou presidente do grupo de mercados internacionais da Ford em fevereiro.

Em janeiro passado a Ford comunicou sua decisão de interromper todas as suas operações de produção no Brasil e, desde o início do ano, vem negociando com trabalhadores, fornecedores e concessionários. A ideia é comercializar apenas SUVs, picapes e veículos comerciais produzidos em outros países, com uma rede de distribuidores mais enxuta e, segundo a montadora, em uma operação mais lucrativa para todos. As fábricas de automóveis em Camaçari (BA) e de motores em Taubaté (SP) tiveram suas atividades encerradas, mas ainda permanecem produzindo peças de reposição nos próximos meses, enquanto a pequena planta da Troller em Horizonte (CE) tem previsão de ser fechada até dezembro, para cumprir com obrigações legais assumidas no programa de incentivos fiscais do regime automotivo do Nordeste. Até o momento não surgiu nenhum interessado em assumir as unidades industriais da Ford no País.



Tags: Indústria, Ford, Brasil, América do Sul, presidente, Lyle Watters, Daniel Justo, Steven Armstrong.

Comentários

  • GustavoSilva

    Emboranão seja uma novidade, ainda me causa espanto a estrutura organizacional da Ford (e muitas de suas conterrâneas e contemporâneas). É um emaranhado de cargos... Nesta reportagem, por exemplo, apareceu 2 presidentes da mesma coisa! Seria até um exercício legal se alguém fizesse um mapa ou árvore, do CEO até um gerente, por exemplo.

  • AndréBuzatto

    Concordoplenamente com a postura da Ford porém, entendo também que o povo brasileiro deveria simplesmente deixar de consumir os veículos da marca uma vez que 5000 empregos diretos, fora a cadeia indireta, conforme matéria da automotivobusiness, foram / serão encerrados ou seja, se não nos proporciona emprego não os queremos no país. É fato, lucro em primeiro lugar. Não podemos ignorar nossos irmãos desempregados e que, muito dificilmente terão recolocação no mercado de trabalho.

  • CarlosAlberto salla

    Devevir para fechar o que resta as Concessionárias,porque uma planta em Camaçari de primeiro mundo foi fechada não imagino que restruturação vai ser feita

  • RANDELVIEIRA ARAUJO

    Concordocom o André Buzzato, e vou além: O histórico da Ford por si só já mostra que ela não foi eficiente no Brasil e no mundo. - Foi a primeira montadora a chegar no Brasil - Antes da abertura do mercado em 1992, sempre ficou na berlinda entre as 4 até aqui existentes. - No projeto Autolatina, entrou ruim e saiu pior. - Seus melhores produtos sempre foram produzidos na Argentina (compreensível pela questão tributária e trabalhista). - Instalou-se na Bahia com benécie do governo local A sua compatriota GM instalou-se no Sul, e teve postura eticamente mais sensata. - Com a abertura do mercado, ela conseguiu ficar atrás de gigantes como Hyundai, Renault, Honda, Toyota, entre outros. - Não demonstrou empatia e interesse pelo consumidor brasileiro, por seus funcionários, concessionários e rede de assistência técnica. - Seus melhores produtos tem preços de mercado e de peças de reposição incompatíveis com a realidade do mercado local. Entendo que estes são fatos, e não tenho nada contra os amantes da marca, e pessoas que trabalharam lá. Apena registro fatos As outras montadoras agradecem o nicho por ela deixado. "Acredito" que além da expressiva desvalorização dos modelos da marca, o setor de seguros poderá agravar o valor para futuras contratações por receio de fraudes para obtenção de indenizações por perda total de colisão, roubo/furto, entre outros.

  • JoseNelson

    Euparticularmente acho que infelizmente é mais uma vitória da China como vem acontecendo em todos setores, são mais empregos que perdemos aqui em detrimento a custos mais baratos lá. Enquanto isso continuamos consumindo seus produtos, enchendo seus bolsos, sem contrapartida. Não podemos censurá-los, mas está na hora do nosso governo tomar atitude para que sejamos mais eficientes.

  • Emerson

    AFord sempre foi ruim de serviço no Brasil. Trabalhadores bons, executivos sem visão estratégica, resumindo não saberiam cuidar nem de uma receita de gelo

  • Gilberto

    Vaiser difícil conquistar os clientes após deixar o país .

  • LucasLima

    Adecisão de fechar as fábricas no Brasil foi correta. Insistir no mesmo erro não ia trazer um resultado positivo, a empresa não foi competente em ter produtos competitivo e lucrativos nos principais segmentos de mercado brasileiro. Então torço para que ela encontre sim uma posição sólida como importadora, até porque a rede de distribuição gera muito emprego e impostos para o país.

  • MarcoAntonio Costa de Freitas

    Equem comprou os veículos terá peças de reposição? Na hora de vender o consumidor é um queridinho, depois é um estorvo. Ford não deu a mínima pra seus consumidores. Empresa queimou sua marca no Brasil...

  • EltonGomes

    Concordo,não compro nada da Ford.

  • DarioSilva

    AFord está no caminho certo e as vendas do Novo Mustang somada ao enorme interesse pelo Bronco confirmam isso. Concessionários que saírem vão se arrepender.

  • LuizCamilo Francischinelli

    Temossim que parar de comprar produtos desta marca, quero ver eles produzirem carros na Argentina sem o mercado brasileiro.

  • EdvaldoSantos

    Preciseideixar meu comentário em função do comentário do colega acima, Dário Silva. Acredita que a Ford continuará fazendo bons negócios com Mustang e Bronco no Brasil ou em outros países da América Latina? Acredito que o colega estava pensando no mercado americano enquanto escrevia este comentário.... O único veículo que continuará vendendo no Brasil, isto se passarem confiança aos clientes e concessionárias, serão apenas a Ranger e Transit; Existem inúmeras opções de marcas e modelos importados para Brasileiros com poder de compra, não visualizo Bronco e Mustang bem “ranqueados” nesta lista.

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