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Stellantis teve alta de 14% na receita global no primeiro trimestre

Balanço | 05/05/2021 | 16h04

Stellantis teve alta de 14% na receita global no primeiro trimestre

Apesar de faturar € 37 bilhões, grupo teve produção 11% menor devido à crise dos semicondutores; América do Sul cresceu 31%

REDAÇÃO AB

O grupo Stellantis anunciou na quarta-feira, 5, que obteve crescimento expressivo na receita global durante o primeiro trimestre do ano. Foram contabilizados € 34,3 bilhões no período – ou € 37 bilhões no cálculo ajustado (base pró-forma) – o que equivale a uma alta de 14% na comparação com o resultado combinado dos grupos FCA e PSA nos três primeiros meses do ano passado.

Ainda de acordo com o comunicado da empresa, foram vendidas 1,47 milhão de unidades (ou 1,56 milhão na base pró-forma, que leva em conta o resultado integral do trimestre, apesar de a fusão que deu origem à Stellantis ter sido oficializada em 16 de janeiro), o que corresponde a um aumento de 11%. Somados, os resultados de cada marca permitiram ao grupo liderar os mercados na Europa e na América do Sul, detendo participações de 23,6% e 22,2%, respectivamente. A empresa não revelou, porém, se obteve lucro no período.

“Em nosso primeiro trimestre desde a fusão, a Stellantis registrou fortes receitas no período, com o portfólio diversificado de marcas gerando volumes maiores, preços positivos e mix de produtos ampliado, apesar dos ventos contrários decorrentes da crise global de semicondutores”, disse Richard Palmer, diretor financeiro global da Stellantis.

A crise, porém, teve um impacto muito claro no resultado da empresa: devido à falta de semicondutores, o grupo deixou de fabricar no primeiro trimestre um total de 190 mil unidades, o que representa uma redução de 11% na sua produção mundial programada, devido à escassez de itens eletrônicos na indústria automotiva. “Esperamos que a escassez melhore no segundo semestre, mas claramente acredito que seria ingênuo esperar que ela simplesmente desapareça", disse Palmer. “É possível que se estenda até 2022.” Nesse sentido, o grupo já espera que o segundo trimestre seja pior que o primeiro.

Assim como a Stellantis, a Ford anunciou na semana passada que também está sofrendo os efeitos da crise no fornecimento de processadores na sua produção mundial. A montadora reportou que o problema deve reduzir suas vendas globais em mais de 1 milhão de veículos neste ano (leia aqui).

E nada indica que esse desabastecimento será resolvido até o fim do ano. Ao contrário: O CEO da Intel, um dos maiores fabricantes de processadores do mundo, previu que a escassez no setor ainda deve durar “mais alguns anos” (leia aqui).

DESTAQUE NA AMÉRICA DO SUL



As marcas da Stellantis se destacaram nos mercados da América do Sul, onde também garantiram a liderança ao grupo, com 189 mil veículos vendidos – o que corresponde a uma alta de 49% em relação aos números combinados no mesmo período de 2020. A empresa explica que esse desempenho se deveu ao ótimo desempenho da picape Fiat Strada e também ao fato de a base de comparação ter sido prejudicada pela retração no início do ano passado, entre outros fatores. As receitas operacionais avançaram 31% na região, passando para € 2,1 bilhões, graças aos volumes maiores, portfólio mais diversificado de veículos e preço líquido positivo, o que ajudou a compensar os efeitos negativos da forte valorização do dólar, principalmente no Brasil.

O grupo Stellantis ainda confirmou que as projeções para este ano estão mantidas, com expansão de 8% na América do Norte, de 20% na América do Sul, e de 10% na Europa Ampliada (que inclui países do Leste Europeu). Oriente Médio e África devem registrar evolução de 15%, enquanto Índia e a região Ásia-Pacífico vão crescer 10%. Por fim, a China terá crescimento de 5%. A margem operacional deve ficar entre 5,5% e 7%, segundo a estimativa, dependendo de como a pandemia de Covid-19 será controlada.



Tags: Balanço, Stellantis, receitas, América do Sul, América do Norte, Europa, África, Oriente Médio, Ásia-Pacífico, Índia, projeções, Richard Palmer.

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