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Produção de caminhões de janeiro a abril é a melhor em 7 anos

Indústria | 07/05/2021 | 15h55

Produção de caminhões de janeiro a abril é a melhor em 7 anos

Fabricantes montaram 46,2 mil unidades, anotando alta de quase 85% sobre o 1º quadrimestre de 2020

MÁRIO CURCIO, PARA AB

A indústria brasileira produziu em abril 13,1 mil caminhões, registrando alta de 5% sobre março. A comparação com abril do ano passado indica alta acima de 3.000%, distorcida pela baixa atividade daquele mês por causa da quarentena. No acumulado do ano foram montadas 46,2 mil unidades, um aumento de 83,9% sobre iguais meses do ano passado. Os números foram divulgados na sexta-feira, 7, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Este também foi o melhor acumulado de janeiro a abril desde o ano de 2014”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini.



O executivo ressalta que metade dessa produção se concentra nos caminhões pesados (com Capacidade Máxima de Tração, CMT, superior a 40 toneladas). Só deles foram 23 mil unidades. Os principais compradores desses modelos ainda estão no agronegócio, mais construção civil, mineração e comércio eletrônico. No entanto, o crescimento na produção de caminhões no acumulado de 2021 ocorreu em todos os segmentos, desde os semileves (de 3,5 a 6 toneladas de Peso Bruto Total, PBT).

Os semipesados (com CMT menor ou igual a 40 toneladas) permanecem com o segundo posto, com 12,9 mil unidades produzidas no quadrimestre e alta de quase 100% sobre iguais meses de 2020. Esse crescimento foi maior que o observado entre os pesados (74,2% no período).

A alta mais expressiva, de 118,2%, ocorreu para os caminhões médios (com PBT entre 10 e 15 toneladas). Contudo, Bonini ressalta que em modelos com menor representatividade como estes, que tiveram apenas 2,1 mil unidades fabricadas até abril, é natural surgirem grandes altas pontuais por causa de alguma encomenda ou lote enviado ao exterior.

EXPORTAÇÕES DÃO SALTO DE 140,8%



Em abril, a indústria local enviou ao exterior 1,9 mil caminhões, um total pouco menor (-3,3%) que o de março. A comparação com abril de 2020 também resulta numa alta exagerada (de 770%) porque as operações de exportação naquele mês tiveram só 217 caminhões enviados como consequência das restrições iniciais impostas pela Covid-19.

No acumulado do ano o Brasil já vendeu ao mercado externo 7,2 mil caminhões e registrou crescimento de 140,8% nesse tipo de operação sobre iguais meses de 2020. Os maiores volumes exportados também são de pesados (3,3 mil unidades) e semipesados (2,1 mil), mas todos os segmentos registraram alta também nas vendas externas.

Vale dizer que as exportações totais de veículos, incluindo carros, comerciais leves e ônibus, cresceu 34,7% em volume, mas em valores essa alta passou dos 50% por causa do aumento expressivo no embarque de caminhões.

MERCADO INTERNO



Os números publicados pela Anfavea indicam 9,8 mil caminhões emplacados em abril. Houve queda de 9,1% em relação a março, que teve três dias úteis a menos, mas Bonini recorda que a média diária de caminhões lacrados (próxima a 490 unidades) “continua boa”. E o total mensal próximo a 10 mil unidades também está dentro das expectativas da Anfavea.

No acumulado do ano foram licenciados 35,9 mil caminhões zero-quilômetro. Esse total representa um crescimento de quase 50% na comparação com iguais meses do ano passado. E se os pesados respondem por metade das vendas, a soma destes com os semipesados atingiu 76%, mais de três quartos de todos os modelos que chegaram às ruas em 2021.

As condições de crédito favoráveis também estariam impulsionando o mercado de caminhões, mas a falta de peças resulta em atrasos e alguns modelos têm previsão de entrega apenas no fim do segundo semestre (leia aqui).



- Faça aqui o download dos dados de desempenho da indústria no primeiro quadrimestre de 2021 divulgados pela Anfavea
- Faça aqui o download do estudo da Anfavea sobre a participação no mundo da indústria de veículos no Brasil
- Veja outras estatísticas em AB Inteligência





Tags: Anfavea, caminhões, Gustavo Bonini, produção, exportações, mercado interno, pesados, semipesados, semileves, quarentena, Covid-19.

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