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Quinto reajuste do aço no ano quebra recuperação, alerta Rodofort
Fábrica de implementos da Rodofort: aumento do aço prejudica recuperação das vendas

Insumos | 31/05/2021 | 19h40

Quinto reajuste do aço no ano quebra recuperação, alerta Rodofort

Fabricante de carretas avalia que novo aumento de 15% pode comprometer carteira de pedidos

REDAÇÃO AB

Os constantes reajustes do aço praticados pelas siderúrgicas acumulam a incrível variação de 79% entre janeiro de 2020 e março de 2021, segundo pesquisa divulgada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Os anúncios de aumento de preços encostam no ritmo de um por mês, no início de maio houve elevação de 10% a 18% nos valores e o quinto acréscimo do ano vem aí, estimado em 15% a ser aplicado a partir de junho. “Aumentos constantes comprometem o importante momento de recuperação econômica que estamos passando”, alerta Alves Pereira, diretor-geral da Rodofort, fabricante de carretas que tem no aço seu principal insumo.

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Para o diretor da Rodofort, mais um aumento no valor do aço poderá comprometer a carteira de pedidos, com cancelamentos de compras que têm grande potencial de frear a recuperação dos setores de caminhões e implementos rodoviários, que desde o segundo semestre de 2020 vem registrando forte crescimento após o primeiro impacto da pandemia.

De janeiro a abril a Rodofort entregou aos clientes 621 carretas, em acentuada expansão de 164% ante as 235 unidades emplacadas no mesmo período de 2020. A demanda em alta por novos produtos indica que os transportadores têm necessidade de renovar ou ampliar sua frota para transporte de mercadorias. “Um novo aumento no preço do aço poderá quebrar o ritmo de retomada da economia, prejudicando diretamente toda a cadeia de distribuição de produtos no Brasil”, teme Alves Pereira.

Para deixar ainda mais complicado esse cenário de fornecimento de aço no Brasil, as siderúrgicas decidiram no último mês que passarão a renovar seus contratos com os fabricantes de veículos por períodos trimestrais ou semestrais, e não mais anuais, como era o padrão no setor (leia aqui). Essa medida permite que o aumento de preço da matéria-prima seja feito com maior frequência, pois no formato anterior o custo do aço ficava congelado por longos períodos de tempo.



Tags: Aço, insumos, Rodofort, implementos rodoviários, carreta, reajuste, aumento, desempenho, projeção, coronavírus, pandemia, Covid-19.

Comentários

  • Leandro

    Issoé um crime contra a população, aumento sem trégua, cadê as autoridades, o povo que produz e depois paga um absurdo pela própria produção de suas mãos. Isso não existe é um terrorismo, tirar o dinheiro do povo com aumentos absurdos, isto é em todas as áreas

  • JoséPereira Salgado

    Esseé realmente o resultado de um governo incompetente que não está nem aí para a economia e população. Governo liberal tem limites, o que estamos vendo são práticas abusivas de preços sem nenhuma justificativa. São os aproveitadores que se beneficiam com o momento catastrófico do Brasil, causa covid 19. Ora a demanda da China é normal assim como é as indústrias do aço vender ao preço que pagam porém deveria haver nem que seja temporário, reserva de mercado a preços compatíveis com os custos. Esse cenário patrocinado pelos aproveitadores em sua maioria, foram beneficiados pelo governo que injetou dinheiro nessas empresas além de benefícios. Enfim, quem fica prejudicado? O consumidor, pagam impostos absurdos e preços suicidas economicamente. É Brasil!

  • Renato

    Umahora vai começar a quebradeira no mercado se não frearem esses aumentos .

  • MarconeAlmeida Ramos

    Lamentável,detanto aumento.sao aproveitadores, pelo difícil momento da pandemia mundial.

  • AugustoLapuente Fazio

    Achoque o governo federal deveria zerar os impostos de importação do aço para regular o mercado, com a entrada de aço importado.

  • AndréLuiz Coelho batista

    Umabsurdo sou serralheiro e todos estamos com dificuldades serviços que fazíamos aumentou mais 70 % e te afetado os serralheiro pequenos um absurdo estamos falindo

  • AntônioMoreira Torres

    Nossogoverno tem que bater forte no cartel das siderúrgicas. O conjunto das demais indústrias metalurgicas é muito mais expressivo que o setor siderúrgico. Emprega muito mais, gera muito mais arrecadação. Não entendo porque as gigantes do nosso setor (montadoras de veículos e maquinas, os estaleiros navais e construtoras)estão passivas, enquanto as siderúrgicas sugam o sangue de todos nós. A continuar este estado de coisa, a falência do setor é certa

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