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Fiat deixará de vender  carro a combustão até 2030
O novo Fiat 500 será o primeiro carro elétrico da Fiat a ser lançado no Brasil

Indústria | 07/06/2021 | 16h12

Fiat deixará de vender carro a combustão até 2030

CEO mundial da marca, Olivier François disse em evento de sustentabilidade que os modelos elétricos da marca deverão custar o mesmo que os convencionais

REDAÇÃO AB

O CEO mundial da Fiat, Olivier François, deixou claro: a partir de 2030 a marca italiana vai deixar de produzir carros com motor a combustão e vai se dedicar a produzir apenas veículos 100% elétricos. E foi além ao se comprometer que seus modelos movidos a eletricidade deverão custar o mesmo que os convencionais.

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“É nosso dever colocar no mercado carros elétricos que não custem mais do que veículos com motor de combustão interna, assim que pudermos, alinhados com a redução dos custos de suas baterias. Estamos explorando o território da mobilidade sustentável para todos: este é o nosso maior projeto”, afirmou o executivo em uma entrevista durante um evento sobre sustentabilidade na sexta-feira, dia 4.

François explicou que a eletrificação dos modelos Fiat começará a ganhar força dentro de quatro anos e vai atingir toda sua gama no mundo. “Entre 2025 e 2030, nossa linha de produtos gradualmente se tornará exclusivamente elétrica. Esta será uma mudança radical para a Fiat”, disse o CEO.

A declaração parece que pegou de surpresa a filial brasileira, que não comentou a declaração do CEO mundial. “Não recebemos nenhuma diretriz específica sobre o tema até o momento”, foi a resposta oficial da Fiat do Brasil quando consultada sobre a declaração de Olivier François.

Embora a empresa no Brasil não se pronuncie sobre o comentário do CEO, é dado como certo dentro da operação local que essa meta não se aplicaria ao mercado brasileiro ou mesmo à América Latina, um mercado que representa hoje grande parte da sua receita. A eletrificação na região está em um estágio bem menos avançado e não tem os incentivos que são tão comuns na Europa. Estima-se que as vendas de veículos eletrificados representem menos de 2% das vendas no Brasil, enquanto na Europa esse número chega a 34% (6,5% são elétricos e o restante, híbridos).

DESAFIO NA EUROPA E FIAT NO BRASIL



O desafio da Fiat para atingir essas metas mesmo na Europa será grande, já que hoje os automóveis elétricos atualmente custam até o dobro de um equivalente a combustão. Além disso, a montadora é uma das mais atrasadas no processo de eletrificação da sua gama, quando comparada a outras marcas da Europa. Na sua gama europeia, a Fiat só oferece duas opções de veículos eletrificados, o 500 elétrico e o Panda híbrido.

O novo Fiat 500 elétrico é o primeiro modelo da marca zero emissão a chegar ao Brasil, a partir do fim do ano. O carro foi lançado na Europa em outubro passado, custando 27,5 mil euros (R$ 151 mil) para a versão com bateria 42 kWh, que rende uma autonomia de 320 km no ciclo europeu (WLTP). O modelo tem um motor de 87 kW (118 cv) e 22,4 kgfm de torque, números que permitem uma aceleração de 0 a 100 km/h em 9 segundos.

O Fiat 500 será o segundo veículo elétrico lançado no Brasil pelo Grupo Stellatins, que reúne ainda Jeep, Peugeot, Citroën e Ram. O primeiro modelo foi o Peugeot 208 e-GT, apresentado em setembro do ano passado.

Confira abaixo o vídeo da entrevista de Olivier François durante o debate sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente em Milão, na Itália.



Tags: Fiat Stellantis, Olivier François, elétricos, Europa, 208, 500, .

Comentários

  • Airplane

    Seráuma grande mudança mesmo, principalmente aqui no Brasil, onde grosso de sua produção é constituída de veículos simples com motores aspirados com 2 válvulas por cilindro, com transmissões manuais e sem controles de estabilidade e de tração!

  • Fernandode Campos

    Duvidoque se aplique aqui. Voces jornalistas querem forcar a barra com eletrico. PAREM. Carlos Tavares (CEO Stellantis) ja declarou que carro eletrico e uma loucura mas se assim quer a sociedade, assim sera. Compreendendo todas as implicaçoes por tras. FCA com certeza deve estar pensando em manter um polo estrategico de producao e exportacao no BR

  • AntonioJosé Coviello Rei

    Tendopreço compatível , opção lógica será elétrico.

  • DenerAlexandre Vital Bramont

    Omercado de Híbridos e elétricos é sem dúvida o grandes desafio do século, tanto para a infraestrutura no Brasil como tambem para o carregamento destas novas modalidade em condomínio que ainda não tem em suas Garagens pontos de energia para que possamos fazer o carregamento e todos deverão custear este investimento em fundo de reserva. O mercado de aluguel de veículos cresce rapidamente as pessoas estão buscando reduzir custo de vida no mundo todos, muitos estão vendo seus empregos derreter e tem procurado renda alternativa para continuar pagando sua contas , ainda com a redução da mesma. toda e qualquer redução de custo ao preço de uma gasolina imperando o preço de 5,60 o litro , não há alternativa em tentar colocar produtos com custos de energia muito mais em conta. O mundo está cada vez mais conciente que os recursos são escassos e as necessidades humanas são insaciavéis. Dener Bramont

  • A.M.Pandolfi

    Pensoque o Brasil, que não dispõe de infraestrutura a médio-longo prazo sequer para atender demanda de energia elétrica para os segmentos residenciais e industriais, ora em vias de aumento de demandas históricas,após o COVID e a quase 2 décadas sem investimentos estratégicos em geração, dificilmente se alinhará entre aqueles que adotarão massivamente os veículos elétricos.

  • A.M.Pandolfi

    Emtempo, a solução de fato para adoção sustentável global do VE é a célula de combustível. No Brasil evitaríamos a esdruxula situação de acionar termoelétricas para alimentar baterias dos EV.

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