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Mercado e Negócios | 12/03/2011 | 06h29

Japão: paradas siderúrgicas clientes da Vale

Unidades podem ficar paradas por até seis meses.

Agência Estado

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Regina Cardeal, da Agência Estado

O terremoto desta sexta-feira, 11, no Japão vai afetar o mercado global de embarque por via marítima de minério de ferro, uma vez que pelo menos cinco grandes siderúrgicas estão paralisando a produção e podem ficar paradas por até seis meses, disse a fornecedora de preços Steel Index, com sede em Londres.

As cinco siderúrgicas (Muroran e Kimitsu, da Nippon Steel Corp; Chiba e Keihin, da JFE holding Inc; e Kashima, da Sumitomo Metal Industries; na Baía de Tóquio) sofreram danos estruturais e seus portos estão inoperantes, disse Tim Hard, diretor da Steel Index, à Dow Jones, citando fontes em Xangai.

Caso as siderúrgicas fiquem fechadas por seis meses, 22,2 milhões de toneladas em demanda por minério de ferro podem ser removidas do mercado de embarque marítimo de minério de ferro, disse Hard. As siderúrgicas são abastecidas pela Vale SA por contrato e também compram minério australiano no mercado spot, disse Hard.

A Vale informou à Agência Estado, por meio de sua assessoria de imprensa, que não tem projeções em relação a possíveis efeitos do terremoto no Japão sobre as vendas de minério. Segundo a assessoria de imprensa da Vale, nem o escritório da mineradora nem a unidade de níquel no Japão foram afetados.

As unidades das siderúrgicas japonesas foram danificadas pelo tsunami que chegou à Baía de Tóquio depois do terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o norte do Japão, segundo a Steel Kobe. A unidade Kakogawa, da Kobe Steel Ltd, no oeste do Japão também pode ter sido afetada, disse Hard.

"A Baía de Tóquio é um centro de siderurgia. Há várias usinas integradas na região", disse Hard. "Também há uma série de mini-mills e armazéns de sucata próximos às docas que teriam sido atingidos, para não mencionar a infraestrutura do porto e dos embarques."

Os problemas não devem ter nenhum impacto direto maior sobre os preços do minério de ferro, uma vez que os embarques perdidos de matéria-prima para as siderúrgicas representam apenas um volume pequeno na comparação com os embarques marítimos globais de minério de ferro, que somam um bilhão de toneladas ao ano, disse o diretor da Steel Index. "No entanto, isso vai afetar o sentimento" no mercado de minério de ferro, disse Hard. As informações são da Dow Jones.



Tags: Siderurgia, terremoto, Vale, Muroran, Kimitsu, Chiba, Keihin, Kashima.

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