
No grupo daqueles que escolheram automóvel, 71,5% das pessoas de classes emergentes (C, D e E) pretendem utilizar a modalidade de financiamento para adquirir o bem. No grupo dos compradores de motocicletas, este índice sobe para 86,8%. Entre as classes A e B, os índices de financiamentos também são altos para os dois segmentos: 75,3% disseram ter a intenção de financiar a compra de automóveis e 78,4% a de motocicletas.
Segundo o estudo, o financiamento bancário é a modalidade preferida das classes emergentes para a aquisição de veículos, com adesão de 40,8% dos entrevistados. O pagamento à vista representa 33,9% das preferências, leasing, 7%, e consórcio, 5,7%. Já nas classes A e B, o financiamento representa 33,5% dos pagamentos para aquisição de veículos enquanto o pagamento à vista responde por 44,2%. Leasing e consórcio aparecem com 7,6% e 2,9% das preferências de pagamento de veículos desta parcela da população.
Para o economista-chefe da Acrefi, Nicola Tingas, a pesquisa confirma que a demanda de crédito de consumo continua alta no País. “Mesmo com a dificuldade de pagamento de dívidas iniciada a partir da forte contração do ritmo de crescimento da economia em 2011, o brasileiro quer continuar a ter um padrão de consumo e de vida mais compatível com o desenvolvimento do País e de sua ascensão em termos de emprego e renda.”
O economista acredita que dentro de poucos anos a relação crédito/PIB, hoje próxima de 50%, deverá alcançar patamares em torno de 70 a 80%. “Há perspectiva de que essa demanda adicional ocorra com maior tranquilidade, sem os sobressaltos que alguns mais endividados tiveram em 2011 e enfrentam em 2012. O consumidor brasileiro aprendeu rápido sobre o uso consciente do crédito e manejo das finanças pessoais, o que possibilitará melhorar sua satisfação e necessidade de consumo com maior equilíbrio.”